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A criação de um Grupo de Trabalho para acompanhar os desdobramentos do rompimento da barragem da Mina do Feijão, ocorrido nesta sexta-feira, 25 de janeiro de 2019, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, será proposta ao Plenário do Crea-MG na próxima reunião, a ser realizada em 7 de fevereiro. 

Esse foi um dos indicativos da reunião realizada na manhã de 28 de janeiro, na Sede do Crea-MG, com a participação do presidente, engenheiro civil Lucio Borges, diretores, coordenadores das Câmaras Especializadas, Câmara de Mediação e Arbitragem (CMA/Crea-MG), representantes de entidades e profissionais, além de gestores e assessores do Conselho.

O presidente do Crea-MG destaca que o trabalho do Crea na fiscalização da barragem, em Brumadinho, foi feito e que o Conselho ainda tem a contribuir. "Fizemos o nosso papel de fiscalizar o exercício profissional, mas vamos atuar para além, contribuindo com a nossa técnica no que for preciso para a defesa da sociedade", enfatiza.

Propostas de Engenharia - A composição e operacionalização do GT, segundo o coordenador da Câmara Especializa de Geologia e Engenharia de Minas, João Hilário, vai permitir sistematizar as informações e ampliar as discussões sobre o aprimoramento da segurança na atividade de mineração. João Hilário destacou que o Conselho já tem tido uma participação ativa nas discussões sobre legislação da área e que o GT poderia envolver ainda mais os conselheiros.

O conselheiro João Paulo Sarmento propôs que o GT envolva outros órgãos e entidades para trabalhar no sentido de elaborar propostas da engenharia para aprimorar a segurança na atividade de mineração. Ele defende que o GT trabalhe, inicialmente, com a lista das barragens cuja estabilidade não está garantida, para entender a situação atual (os dados são de 2017) e as ações tomadas pelos empreendedores. “Precisamos saber a situação concreta, qual o motivo de não ter a estabilidade atestada, se os rejeitos são tóxicos ou não”, indica João Paulo.