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O engenheiro civil e advogado Robert Farrer assumiu no dia 20 de dezembro a presidência da Câmara de Mediação e Arbitragem do Crea-Minas.   Consultor e árbitro em contratos de engenharia no Brasil e exterior, Farrer quer maior protagonismo de engenheiros na arbitragem, método extrajudicial de solução de conflitos. Ele defendeu a atuação mais efetiva e um novo mercado aos profissionais da área tecnológica durante a posse, realizada na plenária de encerramento das atividades do Conselho em 2018. 

Farrer: Pretendo lutar muito para inserir mais engenheiros atuando como árbitros. A arbitragem hoje é uma atividade quase que privativa de advogados. E tratam, na maioria das vezes, de arbitragem de obras. Então, os engenheiros poderiam ter papel mais preponderante. Acho que a CMA pode atuar bem nisso, abrindo mercado, ampliando esse mercado interessante para os profissionais. 

Na posse, Farrer destacou ainda que pretende difundir ainda mais a arbitragem no poder público e valorizar métodos alternativos à soluções de conflitos na área ambiental, com foco na recomposição de danos e não em multas. O presidente da CMA também valorizou o trabalho do antecessor, engenheiro civil Clemenceau Chiabi Saliba Júnior. Segundo ele, a liderança de Clemenceau consolidou a Câmara no mercado. De fato, A Câmara de Mediação e Arbitragem do Crea-Minas foi a primeira entidade do segmento a receber o selo de qualidade do Programa Brasileiro de Autorregulamentação de Boas Práticas em Arbitragem, Conciliação e Mediação. O certificado foi entregue no dia 14 de maio, em Belo Horizonte. A CMA ganhou o título após análise, verificação e auditoria realizadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que constatou os parâmetros técnicos e éticos dos procedimentos de resolução e conflitos. Clemenceau recebeu na sessão solene acomenda Engenheiro Onofre Braga de Faria, que presidiu o Confea entre os anos de 1982 e 84.  

Clemanceau: Era uma pessoa muito além do seu tempo. Doutor Onofre inclusive assinou um manifesto em favor da Engenharia: Os engenheiros pedem a palavra. E ele entregou este documento ao presidente João Baptista Figueiredo, na época. Então receber esta comenda com o nome de uma pessoa tão importante é uma honra, pelo reconhecimento do nosso trabalho pela Engenharia e na resolução das disputas. 

A Câmara de Mediação e Arbitragem do Crea-Minas foi criada em 2012. No ano passado, houve uma taxa de satisfação de 92% de toda a demanda recebida pela CMA. O tempo médio para a solução dos processos é de 30 dias, sendo que o fator maior de morosidade é o contato com as partes envolvidas. Em seis anos, a CMA atuou para a resolução de três mil conflitos que envolveram profissões de base tecnológica, regulamentadas pelo Crea. 

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