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Cadastro Ambiental Rural (CAR) e valorização profissional foram os assuntos de uma reunião realizada na sede do Crea-Minas, no dia 11 de setembro de 2018, entre o presidente do Conselho engenheiro civil Lucio Borges, o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, engenheiro agrônomo Amarildo Kalil, e o presidente da Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais (Sbef), engenheiro florestal João Paulo Sarmento. 

Criado pela Lei 12.651/2012, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais. Ele compõe uma base estratégica de dados para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento, bem como para planejamento ambiental e econômico. 

Ao discutirem sobre o CAR, o João Paulo Sarmento apontou uma inconsistência da referida lei no processo de cadastro. Segundo ele, para o memorial descritivo e mapa de localização dos imóveis rurais deviam constar a obrigatoriedade das A.R.Ts com o responsável técnico que realizou o levantamento da respectiva área. “Um dos grandes problemas que temos enfrentado é o fato de o CAR poder ser feito por qualquer pessoa, e não apenas pelo profissional legalmente habilitado. Isso causa insegurança no cadastramento dos dados”, destacou o presidente da Sbef.  

Além do CAR, os participantes também dialogaram sobre valorização profissional. Segundo o secretário Amarildo Kalil “apesar dos atuais desafios e dificuldades do mercado de trabalho, os engenheiros devem ser mais valorizados, especialmente nos serviços públicos”. O presidente do Crea-Minas, Lucio Borges, concorda com o secretário e destaca que "para que os profissionais do Sistema Confea/Crea sejam valorizados é imprescindível o cumprimento da legislação, inclusive com a contratação para o cargo de engenheiros e agrônomos e não como analistas ou gestores, como ocorre muitas vezes", enfatizou.

 

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