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Na noite do último domingo, dia 2 de setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções destruiu quase a totalidade do acervo do Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro. O Museu, de 200 anos, abrigava o quinto maior acervo do mundo, cerca de 20 milhões de itens. Dentre eles, podemos destacar o Bendegó, o maior meteorito já encontrado no Brasil - ele foi achado no sertão da Bahia no século 18 e pesa mais de 5 toneladas e o mais antigo fóssil humano descoberto em Minas Gerais e considerado o mais antigo encontrado nas Américas.

Nos últimos anos, diversos museus sofreram com a falta de manutenção e conservação de edifícios e acervos do patrimônio cultural brasileiro: Teatro Cultura Artística (2008), Instituto Butantan (2010), Memorial da América Latina (2013), Museu de Ciências Naturais da PUC-Minas (2013), Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios (2014), Museu da Língua Portuguesa (2015) e Cinemateca Brasileira (2016).

O desafio maior é consolidar e implementar política pública adequada, que garanta, além da manutenção do acervo, o cuidado com as instalações, incluindo projetos de combate a incêndio e pânico, sistema de alarme contra incêndios, projeto e instalação de sistema de hidrantes e outros. É necessário o planejamento de manutenções preventivas e corretivas que contem com o trabalho de profissionais qualificados e legalmente habilitados para o exercício de suas funções.

O Crea-Minas manifesta solidariedade aos servidores e pesquisadores do Museu Nacional, ressaltando a importância da valorização da pesquisa, ciência e tecnologia para a preservação da memória e para o desenvolvimento do país.