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O 12º Simpósio Internacional de Ferrocimento e Compósitos Cimentícios Delgados: A Tecnologia na Escala Humana – Ferro12 está sendo realizado pela primeira vez na América do Sul, na sede do Crea-Minas, de 16 a 18 de julho de 2018. O evento internacional, organizado pelo Crea-Minas, Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG), reúne especialistas dos Estados Unidos, Índia, Alemanha, Itália, México, Reino Unido, Cuba, Sérvia e Brasil.   

Na abertura, o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lucio Borges, destacou a importância de compartilhar conhecimentos e experiências de outros países sobre os benefícios do ferrocimento. “O ferrocimento é uma tecnologia que coloca a engenharia como protagonista de práticas sustentáveis. O estimulo à pesquisa, à troca de informações e à utilização de materiais mais baratos e menos poluentes na construção civil contribuem com a universalização da engenharia”, reforçou.

O vice-presidente da Copasa Tadeu Mendonça acrescentou que o Simpósio é uma oportunidade dos profissionais aprenderem mais sobre a história e as técnicas de aplicação do ferrocimento. “Esta tecnologia é o pai do concreto armado. É uma tecnologia adequada e que foi bem utilizada em obras sociais, creches, escolas, edifícios públicos e também em obras de drenagem”, pontuou. 

Já o diretor-tesoureiro do Senge-MG, engenheiro ambiental  Alírio Mendes Júnior, que esteve na 11ª edição, realizada na Alemanha, conta que trabalhou muito para trazer o evento para o Brasil. “Nossa ida a Alemanha foi muito importante para compartilharmos experiências e conhecermos mais sobre a tecnologia.Desde 2015, estamos organizando este evento”, afirmou. 

Palestras 

Na sequência, o presidente da Sociedade Internacional de Ferrocimento (IFS), Antoine Naaman, apresentou a palestra magna O ferrocimento e compósitos cimentícios delgados - cinco décadas de progresso. Segundo ele, a primeira patente de ferrocimento foi registrada por Joseph Louis Lambot, em 1855. “Tratava-se de uma combinação de ferro e cimento, destinada a substituir a madeira na construção. Com o investimento em pesquisa científica e em novos materiais tivemos uma evolução desta técnica construtiva. Hoje, utilizamos o ferrocimento em casas, pontes, canais, reservatórios e em várias obras”, ressaltou.

A segunda palestra, Ferrocimento aplicado ao saneamento, foi ministrada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Ferrocimento (SBF), engenheiro civil e sanitarista Sávio Nunes Bonifácio. Ele explicou que 40 anos após a chegada do ferrocimento no Brasil, ocorrido na década de 1950, a Copasa estudou a tecnologia e investiu na construção de dezenas de Estações de Tratamento de Água (ETA) e de Tratamento de Esgoto (ETE). “Desenvolvemos um projeto com a técnica do ferrocimento nas ETAs da Copasa, pioneiro na América Latina. Ao construirmos as unidades, empregando mão de obra local, disseminamos esta tecnologia. E já no final da década de 1990 foi construída em Divinópolis, Minas Gerais, a ETA  com dois tanques flocodecantadores de 750 mil litros em Ferrocimento. Essa é a maior ETA em ferrocimento que se tem notícia no mundo”, enfatizou.

 

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