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A entrevista completa com o geógrafo está disponível apenas na  Rádio Crea-Minas

Belo Horizonte está entre as cidades mais conectadas do Brasil. É destaque por avanços que permitem conexões em rede nas áreas de meio ambiente, saúde e urbanismo. Mas ainda precisa avançar na educação, segurança, transportes. No ranking da organização Connected Smart Cities, a capital de Minas Gerais fica em quarto lugar, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Há, no entanto, potencial para novos saltos que permitirão novas soluções compartilhadas. E não apenas em BH. Dois indicadores são importantes. Jovens lideram um movimento que põem o estado entre as melhores redes de empreendedorismo digital do país. Gente com vocação para conectar pessoas, instituições e comunidades de inovação. O segundo indicador é a disposição de gestores em acompanhar esta evolução tecnológica. Neste mês, representantes de 30 municípios participaram do I Fórum de Cidades Digitais da Região Metropolitana de Belo Horizonte. No encontro, prefeituras e empresas compartilham soluções disponíveis para a entregar melhores serviços aos contribuintes. O geógrafo Júlio Ribeiro também é protagonista destas mudanças. Criador da Associação Profissional de Geógrafos de Minas Gerais, em 2009, hoje ele presta consultoria para prefeituras e aponta caminhos para as administrações públicas serem mais eficientes.   

Júlio Ribeiro: "Hoje, a gente trabalha com a integração entre o conhecimento que existe dos gestores e equipes técnicas, do funcionário público, aproveitando os recursos tecnológicos que eles dispõem. Muitas vezes este recurso é subutilizado, é primário o estágio de contratação de tecnologias de serviço. E ai nós projetamos qual o futuro esta cidade quer ter, a partir da vocação que ela precisa encontrar. E então traçamos  o caminho, de usar os recursos que tem. As cidades passam por transformações tão rápidas, que as soluções também precisa ser ágeis. E, por vezes, há o paradigma de apostar em soluções que não dão conta mais do novo desafio do ambiente urbano". 

Júlio lembra que os contribuintes também estão atentos às novas tecnologias. Não importa o tamanho da cidade. 

Júlio Ribeiro: "Todo munícipe com um smartphone no bolso é um grande fiscal da cidade. Então, as reclamações que vão ser feitas nas redes sociais, se a prefeitura monitorar de uma forma correta, traz o cidadão para o diálogo. E também pode usar os meios de tecnologia para divulgar as ações que está fazendo. E o tempo de respostas diminuindo, trará um bom capital político. A transparência, a economia de recursos e eficiência trazem um bom retorno. Isso está na pauta da grande maioria dos prefeitos que estão com compromisso de eficiência na gestão pública". 

O movimento é irreversível. São Paulo vai sediar, nos dias 4 e 5 de setembro, evento nacional de cidades inteligentes. O Connected Smart Cities envolve empresas, entidades e governos em uma plataforma que tem por missão encontrar o DNA de inovação e melhorias para cidades mais conectadas, independente do tamanho. Esta edição já conta 401 palestrantes inscritos, 87 Painéis de discussão e 363 reuniões para rodadas de negócios.