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Belo Horizonte vai sediar, entre os dias 15 e 18 de julho, o 12º Simpósio Internacional de Ferrocimento e Compósitos Cimentícios Delgados: A Tecnologia na Escala Humana – Ferro12. O evento internacional será realizado pela primeira vez na América do Sul e trará autoridades de várias nações. Estados Unidos, Índia, Alemanha e também já sediaram o Simpósio, que é promovido a cada três anos. O Ferrocimento é uma pequena lâmina de argamassa reforçada, construída com cimento Portland, reforçada com telas de malhas de arame continuo de pequeno diâmetro que podem ser de aço ou de outro material adequado. Em Minas Gerais, essa tecnologia teve sua aplicação mais expressiva na área de saneamento com a construção de estações de tratamento de água e esgoto da Copasa, na década de 1990, com reservatórios para abastecimento de cidades com capacidade de até 500 mil litros. O engenheiro civil e sanitarista Gilson Queiroz, participou de comitiva mineira ao Ferro 11, simpósio realizado na Alemanha, em 2015. Membro da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental e diretor de Operações Norte da Copasa, ele acredita que o ferrocimento pode contribuir à universalização do saneamento básico no país, meta estabelecida para 2030.

Gilson Queiroz: "Como é uma tecnologia de relativo baixo custo e de fácil execução, ela precisa ser mais trabalhada e difundida. Pessoal não tem utilizado, aqui no Brasil, com a intensidade que pode utilizar. Como a gente continua com a disposição de universalizar o saneamento, vamos precisar reduzir custos para obter o máximo de ações com os recursos disponíveis".

A ideia do Simpósio é fomentar o estado da arte dos últimos avanços e pesquisas no campo, formar um “fórum” de especialistas mundiais para a troca de conhecimentos e experiências, entre pesquisadores e executores nacionais e internacionais; e, por fim, identificar lacunas técnicas com necessidades de pesquisas imediatas e apontar as direções a seguir.

Gilson Queiroz: "Na realidade, o ferrocimento é utilizado com mais intensidade aqui em Minas Gerais. Mas há muitas inovações na elaboração e execução desta técnica, como estruturas plásticas que apresentam vantagens na área de saneamento. São técnicas que contribuem muito no combate à erosão, que ocorrem nas estações de tratamento de esgoto, por exemplo. E com estas novas tecnologias teremos ganhos substanciais".

O ferrocimento não é uma tecnologia nova, pelo contrário. Ele é utilizado desde 1848, mas chegou no Brasil um século depois, com a visita do professor italiano Pier Luigi Nervi. Em 1950, ele criou na Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, um grupo de pesquisa e desenvolvimento da técnica, uma estrutura delgada feita à base de ferro fino, areia e cimento sem brita. Desde então, a tecnologia evoluiu. Saiba mais sobre o simpósio em internacional no site www.ferro12.com.br/