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O Abril Verde é um movimento de iniciativa popular com o propósito de conscientizar a sociedade sobre a necessidade de adotar uma cultura permanente de prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. O objetivo é apoiar e marcar o mês de abril com a cor que representa a segurança do trabalho. O verde também é associado aos cursos relacionados à saúde. Já o símbolo usado é o laço, tradicional em campanhas de conscientização. 

A escolha do mês foi em função de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina da cidade de Farmington, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 28 de abril de 1969. Por isso, a data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Para dar visibilidade à causa, eventos, palestras, seminários, exposições estão sendo realizados em todo o país. No Crea-Minas, está sendo realizada a Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (Sipat), até o dia 27 de abril de 2018. Estão sendo ministradas palestras sobre direção defensiva, depressão, saúde bucal e ocular, uso de drogas e álcool e prevenção de acidentes no trabalho. “O Crea-Minas considera o Abril Verde relevante, pois o movimento promove a reflexão sobre a segurança do trabalho e a prevenção de acidentes, temas que discutimos frequentemente em nossa Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho (CEEST). Esta iniciativa incentiva os profissionais desta especialidade a propor mais ações que assegurem a proteção dos trabalhadores”, enfatizou o superintendente de Relações Institucionais do Crea-Minas, engenheiro civil e de segurança do trabalho Marcos Gervásio.

As ações desenvolvidas em todos estados procuram chamar a atenção para um cenário preocupante. Os gastos estimados com benefícios acidentários no Brasil já ultrapassaram R$1 bilhão no primeiro trimestre deste ano, segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, Smartlab de Trabalho Decente MPT – OIT. Nesse período, foram emitidas mais de 150 mil comunicações de acidentes de trabalho (CAT) e entre elas estão notificadas 585 vítimas fatais. Os dispêndios se devem aos auxílios de acidente e de doença, aposentadorias por invalidez e pensões por morte.

Este retrato poderia ser diferente com o investimento em um trabalho preventivo, especialmente no treinamento dos trabalhadores, no uso de máquinas e ferramentas adequadas e no cumprimento das normas regulamentadoras (NR).