Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, Lucio Fernando Borges, atual presidente do Crea-MG, foi reconduzido ao cargo por meio do voto de 80,59% dos profissionais mineiros que participaram do processo eleitoral do Sistema Confea/Crea para o triênio 2021-2023. O resultado é fruto de intenso trabalho para aprimorar a fiscalização no estado, por meio da aplicação da Resolução nº 1.047/2013 e da unificação dos sistemas informatizados. “Antes tínhamos 17 sistemas diferentes. Agora temos um só, uniformizado”, disse, em entrevista ao site do Confea, que pode ser conferida abaixo.                    

Borges é especializado em Administração e, durante sua trajetória profissional, trabalhou com projetos ligados à criação, ao desenvolvimento e ao fomento de cooperativas. No âmbito da gestão pública, foi secretário municipal de Abastecimento de Belo Horizonte e diretor nas Superintendências de Limpeza Urbana e de Desenvolvimento da Capital. Sua atuação no sistema profissional teve início no Sindicato de Engenheiros de Minas Gerais (Senge-MG), de onde foi diretor. Depois, foi conselheiro regional, período em que representou o Crea-MG no Conselho Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte. 

Site do Confea: quais os maiores desafios nesse próximo mandato?
LFB: Será continuar nossa fiscalização, ampliar a fiscalização, que foi o carro-chefe dessa gestão. Antes o Crea-MG não aplicava a Resolução nº 1.047 [de 2013]. A partir de janeiro de 2018, passamos a aplicar. Fizemos vários convênios, com a junta comercial e com outros órgãos de controle, e atuamos muito firmes na fiscalização. 

Também licitamos um sistema de informática – antes tínhamos 17 sistemas diferentes e, agora, temos um só, uniformizado. Agora, podemos prestar um melhor serviço aos profissionais e à sociedade.

Site do Confea: Na sua avaliação, o Sistema Confea/Crea e Mútua demanda uma readequação de procedimentos? Por quê? Se sim, qual tipo de reestruturação é necessária e como sua gestão irá atuar neste sentido?

LFB: Estamos no Sistema Confea/Crea e Mútua. O Confea tem um papel muito importante, pois é quem determina os procedimentos, as resoluções. Temos que interagir cada vez mais. É muito importante esse aprimoramento.

Site do Confea: Neste pleito, seis mulheres foram eleitas para os Creas do Acre, Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Antes, apenas quatro Regionais eram presididos por engenheiras. Qual a sua análise sobre esse crescimento da representação feminina e qual a importância de se fomentar a pauta equidade de gênero no Sistema?

LFB: Acredito que a representação feminina tem aumentado. Em Minas Gerais, nesses três anos de mandato, temos incentivado o papel da mulher na Engenharia, tivemos diretoras mulheres. É muito importante essa participação.

Site do Confea:  Acredita que a integração dos Creas dentro da região geográfica e de forma nacional é importante? Se sim, quais caminhos possíveis, dos pontos de vista institucional e político? Quais vantagens esse movimento pode gerar para o Sistema e para os profissionais do setor?
LFB: Implementamos o Crea Sudeste nesta gestão. Nestes anos todos, foi fundamental. O Crea Sudeste funcionou perfeitamente bem, é uma troca de experiências importante: cada Crea aprende com seu vizinho, essa troca tem sido fundamental. Temos conversado muito entre nós, realizamos visitas técnicas, tratamos de procedimentos. A divisão por região faz sentido, pois os estados têm realidades similares. Incentivamos isso e achamos importante essa união. União é fundamental para que o Sistema saia mais forte. 

Site do Confea:  Muito se fala na responsabilidade e habilidades dos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea como contribuição direta para o desenvolvimento do Brasil e para a implantação de políticas públicas que levem à retomada do crescimento nacional. Qual sua avaliação sobre essa viabilidade?
LFB: Nossas profissões estão ligadas ao desenvolvimento e cada vez mais nosso papel é fundamental nessa retomada. Com essa crise que estamos atravessando, com a covid, estamos vendo a importância tanto da Engenharia e da Agronomia, como das Geociências. Nesta eleição vimos como podemos ajudar os municípios, onde a vida ocorre, para que eles retomem o desenvolvimento e o crescimento. Somos fundamentais neste momento do país.

 

Fonte: Confea
Beatriz Craveiro / Equipe de Comunicação do Confea