Começou hoje, 24 de novembro de 2020 e vai até o dia 26, a 3º Reunião da Coordenadoria das Câmaras de Agronomia (CCEAGRO). O evento, que ocorre tanto de forma presencial quanto virtual, reuniu no plenário do Crea-MG mais de 30 profissionais, entre eles 17 coordenadores de Câmaras de outros Creas.

A reunião marcou a retomada dos trabalhos presenciais da Coordenadoria de Câmaras de Agronomia. Para realizar o evento foram observadas as medidas de segurança em relação à covid-19, como distanciamento entre os participantes, uso de máscara, de álcool gel e higienização dos microfones. Segundo o coordenador nacional da CCEAGRO, Thiago Castro de Oliveira, neste retorno presencial, a fiscalização será bastante discutida. “A principal atividade das Câmaras é indicar e fazer com que os fiscais dos seus regionais atuem através do embasamento técnico delas. Então esse é nosso intuito, é fazer com que os Creas possam fiscalizar todo vapor, para que a sociedade seja defendida para que os profissionais sejam valorizados e que tudo ocorra de uma maneira ordeira e correta”, ressaltou.

O presidente do Crea-MG, engenheiro civil Lucio Borges, participou da abertura e destacou a relevância do evento para os engenheiros agrônomos e também para outros profissionais do Sistema. “Serão três dias de muito trabalho e troca de experiências. Essa interação traz muitos conhecimentos para todos nós. Sabemos da importância e da força que a agronomia tem para o nosso país e principalmente para Minas Gerais”, frisou.

Agricultura Brasileira - O evento foi aberto com palestra do ex-ministro da Agricultura e deputado constituinte, engenheiro agrônomo Alysson Paolinelli, que falou sobre agricultura brasileira. Ele afirmou que os organismos internacionais reconhecem que a agricultura do Brasil é hoje uma das mais sustentáveis do mundo e que produz alimentos de qualidade e mais baratos. Para Alysson Paolinelli, o país possui área suficiente para atender a demanda internacional de alimentos para as três décadas seguintes. “Podemos sim, manter a sustentabilidade da alimentação no mundo nos próximos 30 anos. As nossas tecnologias são seguras para, não só produzir com sustentabilidade, como também garantir a oferta de alimentos de qualidade e convenientes às demandas mundiais”, ressaltou. Mas para isso, ele reiterou que é necessário que o Brasil aumente sua produção de alimentos. “Nós temos que atender a essa demanda com o crescimento mínimo de 2,4% da atual safra brasileira projetada para os próximos 30 anos. Isso é perfeitamente possível”, realçou.

Alysson Paolinelli CCEAGRO

 

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