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Uma pesquisa sobre tendências, desafios e oportunidades para a agricultura digital no Brasil realizada, em agosto de 2020, pela Embrapa, Sebrae e Inpe, mostrou que 84% dos agricultores utilizam ao menos uma tecnologia como instrumento de apoio na produção rural. Segundo o levantamento, que ouviu mais de 750 participantes, entre produtores rurais, empresas e prestadores de serviço, cerca de 40% dos produtores disseram que usam ferramentas digitais para a compra e venda de insumos e da produção, e aproximadamente um terço deles utiliza soluções, como sensores remotos, imagens de satélite, avião ou drone, para mapear a lavoura, vegetação e para a previsão de riscos climáticos.

Segundo a coordenadora da Câmara Especializada de Agronomia do Crea-MG, engenheira agrônoma Camila Karen Reis, as soluções digitais tornam-se cada vez mais indispensáveis. “Várias ferramentas que utilizam tecnologias como inteligência artificial, big data e IoT [internet das coisas] já são uma realidade na agricultura brasileira. O uso de drones, por exemplo, para obtenção de imagens, medição de áreas e pulverização é uma das tecnologias que avança com maior agilidade. Esse é um caminho quase que obrigatório, tendo-se em vista a atual necessidade de redução de custos e produção sustentável”, destaca.  

No entanto, Camila reitera que apesar de ser importante na atividade profissional nenhuma tecnologia é eficiente por si só. “O engenheiro agrônomo, engenheiro florestal ou qualquer outro responsável técnico legalmente habilitado é crucial para aplicação correta das ferramentas, assim como para a interpretação de dados coletados por elas. Além, é claro, da necessidade de análise crítica de seus resultados”, finaliza.

Confira a pesquisa

Foto: Confea/Divulgação