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  Com o intuito de atender às demandas dos profissionais da saúde e dos moradores da região do Alto Paranaíba, o Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam) está produzindo máscaras de proteção tipo face shield, equipamento importante no combate à pandemia do novo coronavírus. O projeto foi desenvolvido por professores e por colaboradores do laboratório de protótipos do Unipam (FabLab) e validado pela equipe médica e técnica do Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), levando-se em conta fatores como higienização, segurança e praticidade no uso. Foram distribuídas aproximadamente 3.500 máscaras em Patos de Minas e nos municípios vizinhos.

Segundo o coordenador do FabLab e professor dos cursos de engenharia do Unipam, Darlan Rodrigues, a iniciativa surgiu a partir da ação da rede internacional de FabLabs, da qual o Unipam faz parte. “Os trabalhos foram realizados de forma voluntária através dessa rede de pesquisas e compartilhamentos no combate à pandemia. A partir dessa participação, tivemos acesso às especificações e normativas da Anvisa, que regulamenta a forma de fabricação e a produção dessas faces shields”, detalha Darlan. O material produzido é feito em plástico translúcido e são totalmente reguláveis.

As máscaras também foram colocadas à venda a preço de custo para aquisição da comunidade. “Logo no início da pandemia, esses equipamentos variavam a preços superfaturados entre R$70 até R$200. Por meio de incentivos, nós conseguimos fazer uma venda no valor de R$6,50 para pessoas físicas que são da área da saúde”, disse Darlan. O Unipam recebeu o apoio voluntário de entidades assistenciais e algumas empresas para custear a fabricação das máscaras.

O coordenador do curso de engenharia civil do Unipam, que também é membro do Colégio Estadual de Instituições de Ensino (CIE) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Eduardo Pains, ressalta a importância das ações das instituições de ensino nesse momento de pandemia com trabalhos voltados, principalmente, para a sociedade civil. “Sempre estivemos focados no desenvolvimento social. E não seria diferente agora. A produção e distribuição das máscaras são uma forma de ajudar no combate à doença e amenizar os problemas. São ações pequenas, que, nesse momento, são valiosas”, afirma Eduardo.