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O Colégio Estadual de Entidades do Crea-MG completou, neste domingo, 26 de abril, 20 anos de história. Trata-se de um fórum consultivo que reúne as entidades, sindicatos e associações de classe Minas Gerais. Nestas duas décadas, o Colégio evoluiu como órgão consultivo do Conselho. Primeiro, com a adesão de novas representações. Depois, ao contribuir na construção do entendimento das entidades como organizações autônomas, com objetivos bem definidos. E, ao mesmo tempo, alinhadas à disposição do Crea-MG, de promover a capacitação dos profissionais e políticas públicas para o desenvolvimento sustentável. Mas, por conta de crises econômicas, a mobilização perdeu força e o Colégio de Entidades está empenhado em reverter a situação. O coordenador estadual do Colégio, engenheiro mecânico Waldimir Teles Filho, presidente da Associação de Engenharia Mecânica e Industrial de MG, lembra do papel das lideranças para uma retomada.

Waldimir Teles FilhoAs entidades de classe são importante pilar na composição do Plenário do Crea-MG, além de sua relevância junto aos profissionais do sistema e também para a sociedade, em razão de representar os milhares de profissionais da engenharia e geociências no estado. Temos 80 entidades ativas e estamos mobilizados para a regularização de dezenas que estão paralisadas. Bem como para a realização de novas entidades locais e regionais. Neste contexto, a participação das lideranças é essencial para o fortalecimento de nossas entidades. Por isso, nossa união é prioridade.

Uma das premissas do Colégio Estadual de Entidades do Crea-MG é manter programas de capacitação profissional em consonância com as mudanças de conjuntura de mercado. A pandemia do coronavírus gerou um cenário de incertezas em um ambiente que já não estava favorável. Assim, é preciso resgatar a essência desta base, com lideranças da engenharia apontando novos caminhos diante da crise. Quem lembra é diretor de Relações Institucionais do Crea-MG, engenheiro civil Álvaro Eduardo Goulart.

Álvaro Eduardo Goulart: E no momento que passamos, com a crise da Covid-19, precisamos ainda mais que as entidades ajudem à retomada. Sabemos que quando essa crise passar, e ela vai passar, precisaremos demais de nossos líderes, das entidades, com comprometimento e conhecimento. E com muita determinação, assumirem o papel que a engenharia vai ter na retomada. Afinal, um país forte se faz através de uma engenharia forte

Também cabe às entidades proporem políticas públicas que visem o desenvolvimento socioeconômico das regiões de Minas Gerais.