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O acesso à cidade como um direito humano e necessidade de transparência nas tomadas de decisão foram dois dos pontos mencionados por Alain Grimard - oficial sênior do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) – que, aliados à tecnologia, devem ser levados em consideração nas discussões sobre cidades inteligentes. “Temos ressaltado a necessidade de uma abordagem mais holística sobre a inteligência das cidades – a governança deve ser inteligente, o planejamento deve ser inteligente, a participação social deve ser inteligente e também a infraestrutura deve ser inteligente”, disse.

Em sua palestra, Grimard sustentou que o conceito de cidades inteligentes – smart cities – é importante, mas deve ser ampliado e agregar noções de direitos humanos, direito à cidade e transparência nas tomadas de decisões, que auxiliem na resolução dos diversos problemas sociais dos espaços urbanos. “Para o ONU-Habitat, cidade inteligente puramente tecnocentrada não será realmente inteligente. Uma cidade ser inteligente também significa ser focada nas pessoas e na sustentabilidade em suas três dimensões: social, econômica e ambiental”. 

Em relação ao Brasil, Grimard avalia que o país dispõe de conhecimento, tecnologia e recursos humanos para realizar essa construção. “E o Confea e os 27 Creas são veículos exemplares ideais para fazer avançar as experiências práticas e construir melhor o conhecimento”, disse, antes de mencionar as três grandes frentes em que enxerga possibilidade de parceria entre ONU-Habitat e Sistema profissional: planejamento, big data e mobilidade.

A apresentação de Grimard foi no dia 12 de fevereiro de 2020, no lançamento da 77ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), durante o 9º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua. A Soea, este ano, ocorrerá em Goiânia, de 2 a 5 de agosto. Para o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, “discutir cidades, inovação e tecnologia é fundamental para garantir a qualidade de vida das pessoas. E esse é o grande objetivo das nossas profissões, está no artigo 1º da Lei 5.194/1966. A maioria da população brasileira vive nas cidades, é fundamental fazermos essa discussão”, defendeu.

Confira a palestra

Com informações e fotos: Comunicação Confea