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Imagine uma cidade em que a iluminação seja feita por luminárias LED com sensores e dispositivos capazes de proporcionar economia de energia, alta luminosidade, acesso à rede Wi-Fi e até sensores que acionam a polícia ao perceberem crimes? Essa pode ser a realidade de cidades brasileiras em um futuro bem próximo. Belo Horizonte, por exemplo, fará a implementação de mais de 180 mil pontos de iluminação com luminárias LED, garantindo pelo menos 45% de redução na conta de energia, dentro de três anos. Inovações tecnológicas como estas foram discutidas  no I Fórum de Cidades Inteligentes e Sustentáveis, promovido pelo Grupo de Trabalho de Soluções Energéticas nos Espaços Urbanos do Crea-MG. O evento ocorreu na sede do Conselho, no dia 20 de novembro de 2019. 

Na abertura do evento, o presidente do Conselho, engenheiro civil Lucio Borges, ressaltou a importância de trazer discussões sobre temas relacionados à engenharia, agronomia e geociências para dentro do Crea, principalmente de um assunto tão relevante para os municípios. “Temos feito inúmeras parcerias com os municípios mineiros para que o trabalho do Crea-MG, a fiscalização do exercício profissional, seja potencializado. Vocês sempre estiveram de portas abertas. A vida acontece nos municípios, por isso fazemos questão desse relacionamento com os prefeitos em respeito ao trabalho que eles fazem”, afirmou Lucio. 

O prefeito de Coronel Fabriciano Marcos Vinícius da Silva Bizarro, que também é vice-presidente da AMM, também destacou a parceria com o Crea-MG, inclusive neste evento. “Estarmos juntos com o Crea é muito interessante. Se a gente não tiver de mãos dadas com as instituições presentes no município, as coisas não vão melhorar. O setor público pode ser sustentável, inteligente e, realmente, manter uma gestão de qualidade”, enfatizou Marcos.

Soluções energéticas

Os palestrantes apresentaram alternativas para redução de custos administrativos dos municípios em áreas como gestão de resíduos, energia, mobilidade urbana e gestão administrativa. Em Boa Esperança, seu caso de sucesso apresentado foi de uma usina de produção de energia que utiliza gás gerado através da transformação do lixo. Em Coronel Fabriciano, a implantação de mais de 3.000 pontos com sistema inteligente de telegestão da iluminação pública. Em Mar de Espanha, a eficiência energética também aplicada na iluminação pública, gerando economia para o município.

Além dos casos de sucesso, o secretário-executivo do Iclei América do Sul Rodrigo Perpétuo ministrou a palestra Conceito e indicadores de uma cidade inteligente e sustentável. “Uma cidade inteligente é aquela que pode oferecer, com menos recursos, mais eficiência, mais serviços para seus cidadãos e maior qualidade de vida, em um mundo em rápida urbanização", destacou.

Painéis

Nos painéis foram apresentados vários projetos desenvolvidos por meio de inovações tecnológicas, como semáforos inteligentes, energia fotovoltaica, iluminação pública, carregamento elétrico de automóveis, sistema rotativo digital. Outro assunto tratado foi “Financiamento e Incentivos Governamentais”. O representante Nacional da Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos no Brasil Rodrigo Mota explicou como é feito o financiamento de projetos pela instituição. “A entidade brasileira apresenta a proposta de um projeto para nossa agência e nós contratamos uma consultoria especializada que vai analisar, entender a demanda, o que se quer alcançar com o projeto. O nosso consultor escreve um termo de referência deste projeto. Com ele [termo] celebramos um acordo de cooperação com a entidade responsável pelo projeto no Brasil”, afirmou.

Os financiamentos a projetos de eficiência energética, tratamentos de resíduos e usinas de compostagem foram explicados pelo gerente de municípios do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) Jorge Leonardo. “Este ano já financiamos mais de 330 projetos municipais, sendo R$176 milhões para os de biocombustíveis, R$116 para os de energia renovável, R$99 milhões para os de reciclagem, entre outros. Dos 441 municípios atendidos pelo BDMG, apenas 71 possuem crédito com outras instituições financeiras”, destacou.

Segundo o conselheiro do Crea-MG e um dos organizadores do evento, engenheiro eletricista Igor Braga, eventos como este são muito importante para estimular a inovação, compartilhar experiências e apontar soluções que possam ser adotadas para o desenvolvimento das cidades. “As cidades inteligentes e sustentáveis devem ter foco no cidadão que está imerso no mundo de muita tecnologia e diversas mudanças. Logo, os gestores municipais devem investir nos recursos existentes para promover a melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento local”, ressaltou.

Foram parceiros do Crea-MG na realização do Fórum, a Associação Mineira de Municípios (AMM), a Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas (Abee) e a Associação de Engenharia Mecânica e Industrial de Minas Gerais (Abemec).

Forum Cidades Inteligentes e Sust