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Estruturas curriculares referenciais e diretrizes para atribuição profissional, impacto das novas tecnologias na educação superior, metodologias ativas na formação de profissionais e educação à distância (EAD) foram os assuntos discutidos no 2º Congresso de Instituições de Ensino, no dia 08 de novembro de 2019, na sede do Crea-MG. O evento reuniu professores, coordenadores de cursos e diretores de faculdades de engenharia, agronomia e geociências, além de vice-reitores e reitores de mais de 30 instituições de ensino de Minas Gerais.

Na abertura do evento, o diretor de Relações Instituições do Crea-MG, engenheiro civil Pedrinho da Mata, destacou a importância da interação do Conselho com as instituições de ensino que tem ocorrido por meio de palestras sobre o Sistema, reuniões com reitores e coordenadores de cursos e visitas técnicas dos estudantes ao Conselho. “Queremos ampliar o trabalho para explicar aos estudantes o que é o Conselho, como funciona e também sobre a importância das ARTs e anuidades. Precisamos conversar e esclarecer as dúvidas sobre o Crea e para isso é fundamental essa aproximação”, afirmou Pedrinho. 

O coordenador do Colégio de Instituições de Ensino do Crea-MG, engenheiro civil Rondinelly Pereira, explicou que o Congresso foi idealizado para promover a troca de conhecimentos, experiências e a valorização profissional, começando pelos docentes. Na sua avaliação, o evento é reflexo do trabalho da gestão de trabalhar junto com as IEs. “Temos tido um retorno muito bom do trabalho de orientação que estamos desenvolvendo e hoje, ver a casa cheia de pessoas receptivas a ouvirem o que o Crea tem a dizer foi muito positivo”, ressaltou Rondinelly.

Se por um lado as instituições de ensino qualificam, o Crea habilita, explicou o superintendente de Relações Instituições, engenheiro civil Jean Marcus Ribeiro. Ele explicou que essas funções poderão ficar prejudicadas caso seja aprovada a PEC 108/2019. A proposta altera a natureza jurídica dos Conselhos de públicos para privados, podendo inviabilizar uma de suas principais atividades finalísticas, que é a fiscalização. “Se for aprovada a PEC, a sociedade não terá segurança, pois muitos trabalhos poderão ser feitos por qualquer um. Isso vai gerar um risco altíssimo para o país, um desinteresse em investir em curso superior e uma desordem social”, alertou Jean.

Diretrizes Curriculares Nacionais 

O conselheiro federal Osmar Barros falou sobre o trabalho desenvolvido pelo Confea em relação às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN). “Pela primeira vez na história o nosso Sistema Confea/Crea está junto com o grupo formado pela CNE, pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) e a Associação Brasileira de Educação e Engenharia (Abeng) em uma comissão de implantação das DCN. Agora nós não somos mais o último órgão a ser consultado e lembrado apenas no momento do registro do profissional”, reforçou Osmar. 

No Crea-MG, as câmaras especializadas construíram estruturas curriculares referenciais de várias modalidades com o objetivo de padronizar a concessão de atribuições. A partir das orientações do Crea-MG e com base na DCN, as IEs podem oferecer aos estudantes um grade curricular que garanta que eles terão atribuição plena para atuar no mercado de trabalho. A engenheira ambiental Maria Rita Raimundo e Almeida, da Universidade Federal de Itajubá, conta que estão num processo de reformulação curricular e que veio em busca de informações do Crea-MG. “O que nos chega são as orientações do MEC. Vim participar do Congresso para entender sobre a concessão de atribuições para que nossa grade esteja adequada. É muito importante estabelecer essa ponte entre as escolas e o Crea”, reforçou Maria Rita.

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