Pesquisar no site...

Uso de equipamentos de salvamento e resgate em altura, responsabilidade civil e criminal voltada a preceitos da Norma Regulamentadora (NR) 35; inspeção e manutenção, sistemas de ancoragem, elementos de ligação e cinturões foram alguns dos assuntos discutidos no 1º Congresso Anual de Proteção contra Queda, no dia 05 de novembro de 2019. O evento foi idealizado pela Câmara Especializada de Segurança do Trabalho do Crea-MG em parceria com MSA Brasil e ocorreu na sede do Conselho. 

O Congresso contou com palestras, estudo de caso e simulação de uso dos equipamentos trava-quedas retrátil e do cinto paraquedista. O gerente de produto de proteção contra quedas da MSA Brasil, Renan Azevedo, explicou os requisitos para desenvolver um trabalho em altura. “O funcionário da empresa precisa ter uma autorização médica, estar capacitado para fazer o trabalho, ter autorização expressa da empresa e estar com os equipamentos adequados para o serviço”, destacou.  

De acordo com o diretor de Relações Institucionais do Crea-MG, engenheiro civil e de segurança do trabalho Pedrinho da Mata, o evento contribuiu para mostrar a importância das técnicas e do uso dos equipamentos a fim de garantir a segurança dos trabalhadores. “Esse Congresso é muito importante para orientar o trabalhador, evitando que ele entre em uma situação de risco e venha ter algum dano. Também é fundamental que esteja atento ao seu ambiente de trabalho para dotá-lo de condições que vão garantir sua integridade física. Essa é uma grande oportunidade para essas discussões”, ressaltou. 

Acidentes de trabalho

Segundo dados do Ministério do Trabalho apresentado durante o Congresso , o Brasil é o quarto país do mundo com maior número de acidentes de trabalho. Conforme o levantamento, 40% desses acidentes são causados por quedas. O especialista em proteção contra quedas, Daniel Caleone, explicou as condições necessárias para evitar os sinistros. “É necessário realizar um treinamento específico para trabalhar em altura e principalmente cumprir a NR35 na íntegra, o que reduziria significativamente os acidentes de trabalho”, enfatizou. 

O ex-bombeiro e especialista em alpinismo industrial Paulo Assis, que participou do Congresso, afirmou que já orientou várias pessoas sobre as condições adequadas para realizar o trabalho em altura. “Alerto que mesmo equipadas com capacetes e cinto paraquedistas, elas devem estar com os equipamentos travados em algum lugar para não sofrer uma queda. Muitas mortes acontecem por causa das pessoas não cumprirem as normas”, salientou.

 

Congresso contra queda