Pesquisar no site...

Ouça na Rádio Crea-Minas ou leia o texto na íntegra 

Algumas atribuições profissionais da área tecnológica têm normativos próprios, como o georreferenciamento para a área agronômica. A resolução 2087, do Confea, determina quais os conteúdos o egresso do curso precisa ter estudado durante a formação para ter esta atribuição. Ocorre que, por vezes, disciplinas são ofertadas parcialmente pelas universidades. E, então, o recém formado não consegue atribuição para essa atividade.  Temas como este foram pauta do 1º Fórum Mineiro de Formação Profissional do Grupo Agronomia, realizado no dia 23 de agosto, em Belo Horizonte. O encontro, promovido pela Câmara Especializada de Agronomia do Crea-MG esclareceu as instituições de ensino sobre os procedimentos de concessão de atribuições profissionais e como as matrizes curriculares podem ser aperfeiçoadas, conferindo ao futuro profissional o máximo de atribuições exigidas pelo mercado de trabalho.  A coordenadora da Câmara, engenheira agrônoma Camila Karen Reis Barbosa, destaca que, por vezes, a grade curricular de uma universidade não está compatível com as exigências à concessão das atribuições necessárias aos profissionais. Por isso, é importante haver o alinhamento entre as Conselho e instituições de ensino.  

“Porque às vezes a instituição se afasta do Crea achando que o Conselho quer selecionar ou definir quais os conteúdos formativos serão ministrados por elas. A Câmara dá estas atribuições baseada em normativos. Então, a função principal do evento é fazer esta apresentação destes normativos para que a instituição consiga optar pelos conteúdos que ela vai oferecer ao aluno. Sempre baseada na atribuição que este profissional terá como egresso”, afirmou Camila.

O coordenador do curso de agronomia da Unicor, de Três Corações, Ramiro Machado Resende, elogiou a iniciativa do Conselho em realizar o evento. 

“Achei muito interessante, muito pertinente esse primeiro fórum, para o momento, é espetacular. Estamos vivendo [um momento] que o agronegócio  tem sustentando o país e o engenheiros agrônomos são um dos grandes responsáveis por tudo isso. A minha gestão é compartilhada então eu quis trazer também alunos para eles verem o que está acontecendo no mundo da agronomia, dentro do Crea, para eles terem vontade de virem para cá, participarem de seminários, de palestras”, reforçou Ramiro.

Durante o evento, coordenadores de cursos e autoridades ministraram palestras sobre a matriz curricular referencial e as demandas do mercado profissional. O diretor de política regulatória da Secretaria de Regulação e Supervisão de Educação Superior do MEC, Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior, falou sobre os impactos das novas tecnologias na formação acadêmica e destacou as novas diretrizes curriculares nacionais, que norteiam a formação dos projetos pedagógicos dos cursos. 

“Primeiro é a grande revisão que está sendo feita no Conselho Nacional de Educação sobre as diretrizes curriculares dos cursos. Tivemos recentemente as DCNs das áreas de Engenharia, já bem modernizadas e baseadas em competências. E nas habilidades que os engenheiros precisam ter, diante destes novos impactos da tecnologia. Então, no aspecto de orientar as instituições sobre o que tem que ser feito nas salas de aula, isso está sendo feito no Conselho Nacional de Educação. Ao mesmo tempo, o INEPE está realizando a adaptação de seus critérios de avaliação para poder medir e valorizar a utilização destes instrumentos durante os processos de ensino”, explicou Marcos Heleno.

Quando uma diretriz curricular nacional é publicada, o governo federal concede um prazo de dois anos para que as instituições de ensino se adaptem a ela. Àqueles que propõem novos cursos devem, de imediato, aderir ao novo formato.