Pesquisar no site...

Acompanhado do conselheiro do Crea-MG Ronaldo Bandeira, do presidente da Associação de Engenharia Mecânica e Industrial de Minas Gerais (Abemec-MG) Marcelo Aguiar e do coordenador do curso de engenharia aeroespacial da UFMG Guilherme Papini, o presidente do Crea-MG Lucio Borges conheceu o Centro de Manutenção de Aeronaves (CMA) da Gol Linhas Aéreas. O grupo foi recebido pelo diretor de Manutenção e Reparos Carlos Alberto Costa e pelo consultor da companhia Marcelo Fernandes. Na visita técnica ao complexo tecnológico, realizada no dia 17 de julho de 2019, eles foram guiados pelo coordenador de treinamento de manutenção da empresa Marco Leandro e por Marcelo Fernandes, que explicaram em detalhes os serviços realizados nos três hangares e nas oficinas.

A capacidade de atendimento do Centro de Manutenção é de até oito aeronaves simultaneamente. Após visitar o complexo, a equipe conheceu o interior da aeronave Max Boeing 737-8. Marcelo Fernandes explicou ao presidente do Crea-MG o funcionamento da cabine de comando do avião, mostrando os botões, painéis, alavancas e manetes, e os principais procedimentos para realização do voo. “Vimos neste complexo um trabalho de ponta. Tudo aqui é engenharia. Por isso, foi muito importante para nós conhecer toda esta estrutura e trocar conhecimentos”, enfatizou Lucio Borges.

Na oportunidade, o conselheiro Ronaldo Bandeira propôs uma parceria com a companhia aérea para a realização de um workshop. “Queremos promover um grande evento com a presença desta empresa, reunindo os profissionais e estudantes de engenharia, para aprofundar os conhecimentos  e trocar experiências nesta tão importante e indispensável área de engenharia aeronáutica”, finalizou.

Visita tecnica GOL

 

Hangares

Os hangares 1 e 3 são utilizados para manutenção pesada e preventiva das aeronaves. Já o 2 é usado para a pintura dos aviões. “Dentro do hangar conseguimos a otimização de espaços, de recursos, tempo e mão de obra. Tivemos uma grande evolução. No 3, há lugares próprios de operações elétrica, pneumática e hidráulica para se conectar direto ao avião”, explicou Marcelo Fernandes, que foi diretor de Manutenção e Reparos da companhia aérea de 2008 a 2012.

Ao percorrerem os hangares, Marco e Marcelo mostraram o funcionamento das oficinas de rodas e freios, de motores, de máquinas operatrizes, de compostos, de interiores e de pinturas. Eles também apresentaram a Estação de Tratamento de Efluentes Químicos, que recebe a água contaminada das lavagens de aeronaves, oficinas, peças e reiteraram que, após tratamento, a água é reutilizada em limpeza de pisos e banheiros. “Neste complexo, temos as áreas de engenharia mecânica, elétrica, eletrônica, aeronáutica, aeroespacial, ambiental e química. É imprescindível aqui a engenharia ambiental para viabilizar todo o funcionamento industrial. Além disso, temos também engenheiros na área de planejamento e controle de serviços fazendo toda esta integração, de modo que todas as áreas trabalhem de maneira uniforme, transversal e que sejam complementares”, ressaltou Carlos Alberto.

Hangar Gol