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O período da tarde do Workshop sobre Barragens foi marcado por palestras com especialistas no tema. Em sua apresentação sobre “Regulamentação de barragens de rejeito e gestão de riscos”, o geólogo/geotécnico e engenheiro civil prof. doutor Fábio Augusto Gomes Vieira Reis (Unesp) lembrou que sem mineração não há sociedade moderna. “Temos de achar soluções sustentáveis para essa indústria, que é base de matéria-prima para tantas outras áreas.” Reis lembrou que a solução para as barragens são diferenciadas e isso representa um desafio para as empresas. “Isso requer investimento em ciência, tecnologia, além de intercâmbio com profissionais estrangeiros. As empresas trocaram o lucro imediato por grandes passivos ambientais a longo prazo”. 

Palestrante José Marques

Palestrante José Marques

O vice-presidente do Comitê Brasileiro de Barragens,  engenheiro civil José Marques Filho (UFPR) trouxe uma “Abordagem holística de segurança de barragens e qualificação técnica”. O engenheiro defendeu que todo empreendimento obrigatoriamente deve ser concebido com base no seu ciclo de vida. “O processo de segurança de barragens se inicia desde o primeiro instante do projeto, é um processo contínuo. Não se resume a um relatório, requer cultura estabelecida. O objetivo não é o relatório, mas a segurança de barragens”. 

O engenheiro civil da Agência Nacional de Mineração (ANM), Luiz Henrique Passos Rezende, apresentou um “Panorama das barragens de rejeitos em Minas Gerais”. Na ocasião, Rezende compartilhou as ações após o rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão em Brumadinho, pertencente à Mineradora Vale S.A. Entre elas, uma força- tarefa para atendimento à diretriz de priorização das fiscalizações para as barragens alteadas pelo método à montante, e esse processo perdurou por todo o mês de fevereiro. Ainda neste mês houve a interdição de cinco barragens e dois complexos pelo fator de segurança abaixo da norma.

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Já o geólogo/geotécnico e hidrogeólogo prof. doutor Walter Duarte Costa (UFMG) falou sobre “Diferenças entre barragens para acumulação de água e para depósito de rejeitos”. Na ocasião, o professor apresentou um panorama. 

No dia 30 de abril, os participantes serão divididos em dois grupos para oficinas, uma com foco em barragens de rejeito de mineração e outra com foco em grandes barragens de água. Ao final será elaborado um documento técnico, mas de caráter político institucional, com a fundamentação para a proposição de medidas para prevenção de desastres.

Confira a programação

 

Fonte: Ascom do Confea
Fotos:
Renato Matos