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O presidente do Crea-MG, engenheiro civil Lucio Borges, participou, no dia 10 de abril de 2019, de Reunião Extraordinária do Colégio de Presidentes.

O objetivo principal da reunião foi discutir a 56644877 2325247910859732 1488793161244344320 oMedida Provisória 873, de março de 2019, que torna opcional o pagamento da contribuição sindical já recebeu 513 propostas de emendas. Uma delas, a de número 166, apresentada pelo deputado Tiago Mitraud, de Minas Gerais, propõe que seja também facultativo o pagamento das anuidades aos conselhos de regulamentação e fiscalização profissional.

Na abertura da reunião extraordinária realizada, o presidente do Confea, Joel Krüger, afirmou que “se for opcional, a tendência é que poucos profissionais paguem a anuidade, o que vai afetar nosso trabalho de fiscalização e normatização profissional”. Ele também informou sobre as ações já realizadas com relação à MP 873, como a audiência com Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Segundo ele, os parlamentares visitados se mostraram dispostos a atuar em favor do Sistema.

Ação parlamentar

Para sensibilizar  parlamentares e os integrantes da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, instalada na tarde de ontem, os presidentes de Creas participaram, no dia 11 de abril, de uma ação parlamentar, levando ao Congresso uma agenda legislativa com os projetos de lei de interesse da sociedade e da área tecnológica nacional, e também objetiva esclarecer os parlamentares sobre o “equívoco” que a emenda representa. 

Joel Krüger ressaltou a importância de um movimento dos Creas nos estados, junto aos parlamentares locais e sugeriu que as reuniões esclareçam sobre o papel do Sistema Confea/Crea, seus objetivos e atuação. Ele ainda disse da articulação com outros conselhos de regulamentação profissional para combater a emenda proposta pelo parlamentar mineiro: “Esse trabalho não é uma causa só do Confea e sim de todos os conselhos”, afirmou. 

Joel reforçou o que já havia declarado durante a instalação da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, “a gente presta um serviço à sociedade brasileira, que é mantido pelos profissionais. Se extinguirmos essa anuidade, o próprio Estado brasileiro terá que promover essa manutenção. Assim, mantemos as nossas questões internas paralelamente à oportunidade de discutirmos os grandes temas nacionais e construirmos juntos o desenvolvimento nacional”, ponderou, destacando a expressiva participação dos representantes dos Creas, conselheiros e outras lideranças. “O desenvolvimento nacional passa obrigatoriamente pela engenharia, agronomia e geociências”, enfatizou.

Critérios e esclarecimentos

Igor Tadeu Garcia, procurador-chefe do Confea, esclareceu os presidentes de Creas “sobre os conceitos que, me parecem, a emenda parlamentar da Medida Provisória 873/2019 confunde, como critérios jurídicos importantes, a exemplo, da diferença entre contribuição sindical e anuidade profissional, que possuem natureza e finalidades distintas. Acentuando, na sequência, que autarquias e sindicatos diferem na essência de suas atividades”.

Para ele, o Sistema Confea/Crea “é pessoa jurídica de direito público, como estabelece o Código Civil, defende os interesses coletivos, os interesses da sociedade, enquanto os sindicatos defendem interesses particulares de seus associados, direitos individuais. Nós gerenciamos recursos públicos, somos fiscalizados pelo TCU e CGU”, lembrou.

Igor argumentou também que os recursos arrecadados pelos conselhos de regulamentação e fiscalização profissional são usados para executar suas atividades-fins, ou seja, o poder de polícia das profissões.   

Entre as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) citadas por Igor, teve destaque a 1717 do Distrito Federal, que esclarece que uma atividade típica de Estado não pode ser delegada a entidades privadas. “O Poder Judiciário também entende que as anuidades são tributos e só podem ser arrecadadas por pessoas jurídicas de direito público, detentoras da chamada capacidade tributária ativa”, informou.

Para o procurador do Confea, “a MP tem como alvo os sindicatos e não os conselhos profissionais”.

Adaptado de Ascom/Confea
Maria Helena de Carvalho

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