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Depois de seis meses de pesquisa, o ventilador pulmonar, desenvolvidos pela Tacom foi homologado pela Anvisa. Profissionais de diferentes áreas da Engenharia se uniram, em Minas Gerais, a médicos e fisioterapeutas, especialistas em terapia intensiva, para desenvolver um ventilador pulmonar inovador. Engenheiros mecânicos, eletricistas, de sistemas, de telecomunicações e de produção trabalharam no modelo, produzido pela indústria com sede em Belo Horizonte e fábrica em Contagem. O diretor de mercado da Tacom, Marco Antônio Tonussi, comemora a liberação do produto, após mais de uma centena de testes na Anvisa.

Marco Antônio: A homologação da Anvisa foi uma das mais difíceis, mais pesadas do ponto de vista dos requisitos. Foram mais de 358 testes executados. E todos eles bem sucedidos. O projeto foi desenvolvido em tempo recorde no mundo. E conseguiu disponibilizar, agora já de forma homologada, ventiladores classe 3 CTI, que é a mais alta escala de ventiladores pulmonares.

Marco lembra que o desafio inicial era desenvolver um produto mais eficiente e acessível ao mercado, com peças nacionais para evitar perdas à produção em larga escala. O esforço coletivo em tempo recorde se deve a tantas perdas em UTIs, por conta da gravidade de pacientes de Covid-19, vítimas da pandemia do novo coronavírus. Médicos intensivistas responsáveis pela operação dos equipamentos nas UTIs deram suporte técnico à produção do ventilador.

Marco Antônio: Mostra a possibilidade de termos em larga escala ventiladores pulmonares para serem utilizados na assistência básica e também nos CTIs de todo o Brasil. Acho que vai contribuir de forma determinante pra que a gente consiga reduzir o índice de mortes nas unidades de tratamento intensivo uma vez que haverá a possibilidade de ventilar os pacientes antecipadamente.

O ventilador pulmonar produzido pela Tacom chega ao mercado por 25 mil reais, valor seis vezes menor do que os respiradores utilizados no mundo. O primeiro lote, com 2.500 equipamentos, já está reservado para hospitais e unidades de saúde de Minas Gerais. Metade deste volume será doada pela FIEMG, financiadora do projeto. A outra parte será adquirida pelo Governo do Estado. A empresa vai produzir em larga escala e deve comerciar o produto para outros países.