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Com o objetivo de discutir os novos avanços nas áreas de Inteligência Artificial (IA) aplicada à big data analytics e o aprendizado de máquinas em problemas de engenharia foi realizado o Fórum Mineiro de Inteligência Artificial e Indústria 4.0. O evento, com transmissão ao vivo, foi promovido pelo Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial e Indústria 4.0 do Crea-MG, no dia 27 de novembro de 2019, na sede do Conselho.

Além de tratar de temas como o uso da robótica, da internet e do aprendizado de máquinas, parte do evento foi focada na mineração, com apresentação de veículos autônomos e operações semiautônomas em barragens e minas. Dentre elas, operação por controle remoto de caminhões fora de estrada, e a otimização de processos a partir da implantação de redes móveis. O coordenador do Grupo de Barragens do Crea-MG, engenheiro de minas João Hilário, afirmou que a atividade mineradora tem sido uma das pioneiras na indústria 4.0. “Ainda na década de 70, em função do volume de dados gerado pela mineração, a computação nos chamou atenção e desenvolvemos alguns produtos e tivemos, nos anos 80, um Grupo de Trabalho no Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) que discutia a informática aplicada à mineração”, explicou João Hilário.

Para o diretor de Planejamento, Gestão e Tecnologia, engenheiro mecânico Francis José Saldanha Franco, esses eventos de grupos de trabalho mostram o empenho do Conselho e as discussões realizadas. Na oportunidade, o diretor falou ainda da implantação de uma solução que vai unificar os sistemas do Crea-MG, melhorando o atendimento e do aplicativo Crea-MG Mobile. “O Conselho que representa a tecnologia não poderia estar atrás da indústria na busca de melhorias”, destacou. Além disso, Francis falou da preocupação com a PEC 108/2019, em tramitação no Congresso, que se aprovada, terá como consequência a desregulamentação das profissões, em um momento que a indústria 4.0 exige cada vez mais qualificação.

 Inteligência Artificial

O período do evento dedicado à Inteligência Artificial mostrou como ela já está presente no dia a dia das pessoas sem que elas se deem conta disso. O coordenador do GT de Inteligência, engenheiro mecânico Alexandre Lopes, exemplificou a questão falando de como o processamento quântico é usado em navegadores que geram rotas em tempo real. “Hoje, eles nos indicam o melhor caminho, no entanto, num futuro próximo, irão nos dizer se devemos ou não sair de casa”, enfatizou Alexandre.

A chave de tudo isso está na análise de dados, ou big data analytics, que é capaz de processar um grande volume de informações existentes e fazer descobertas. “Em 2019, o laboratório de Berkeley predisse um material termoelétrico desconhecido a partir da análise de literatura científica. Ele só leu o que já existia e juntou”,  afirmou o palestrante Brenner Lopes.

Os dilemas sobre o uso da IA também foram discutidos. O professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Filipe Alves Neto Verri alertou para questões como o excesso do uso pode gerar erros. “O problema daIA não é a ciência, é o humano. Se você pode fazer algo, não significa que você deva fazer”, esclareceu Filipe.

Confira a integra do evento no Canal do YouTube.

As fotos estão disponíveis no Facebook do Crea-MG

Ouça na Rádio Crea-Minas

O engenheiro civil Gilson Queiroz foi empossado conselheiro federal por Minas Gerais na sessão plenária 1.512 do Confea, no dia 27 de novembro de 2019. Na ocasião tomaram posse, nove dos 12 conselheiros eleitos em outubro para o período de 2020/2022.

Na ocasião, o coordenador da Comissão Eleitoral Federal (CEF), engenheiro agrônomo Annibal Margon, leu as deliberações que aprovaram o resultado das eleições realizadas em outubro. Os eleitos tiveram seus nomes referendados pelo plenário do Confea. Gilson Queiroz afirmou que pretende fazer um trabalho no Confea afinado com o Regional mineiro. “Vou trabalhar permanentemente com a gestão do Crea e com cada uma de suas estruturas, com as entidades de classe, a Mútua, as instituições de ensino e os inspetores. O Conselho Federal é o local certo para discutirmos questões que afligem nosso exercício profissional. Quem regulamenta e coloca as regras é o Confea. Vamos fazer de tudo para levar as demandas que recebemos durante a campanha para que consigamos melhorar ainda mais”, destacou.

Empossados

Modalidade Agronomia - Crea-AM

  • Engenheiro florestal Ricardo Ludke  - titular
  • Engenheira de pesca Alzira Miranda - suplente

Modalidade Elétrica - Crea-CE

  • Engenheiro eletricista José Miguel Melo – titular

Modalidade Civil - Crea-DF

  • Engenheiro civil João Carlos Pimenta - titular 
  • Engenheiro civil Maurício Canovas Segura

Modalidade Civil - Crea-MG

  • Engenheiro civil Gilson Queiroz, titular

Modalidade Elétrica - Crea-PA

  • Engenheiro eletricista Daniel Sobrinho – titular

Modalidade Industrial - Crea-PB

  • Engenheiro de minas Renan Guimarães – titular  
  • Engenheiro de minas Vicente de Paula - suplente

Na plenária do dia 29 de novembro, tomará posse o engenheiro eletricista Alexandre Rocha Filgueiras, suplente de José Miguel de Melo Lima e, em dezembro, serão empossados o engenheiro civil Ivo Oliveira, suplente de Gilson Queiroz, e o engenheiro eletricista Manuel José de Menezes, suplente de Daniel Sobrinho.

 Gilson empossado

Com informações do Confea

Associação de Engenheiros e Agrônomos da Região de Araxá (Area-Araxá) empossou, no dia 22 de novembro de 2019, sua nova diretoria para gestão do biênio 2020/2021. A posse ocorreu durante o 18º Encontro de Profissionais de Engenharia e Agronomia promovido pela entidade no Clube Araxá. Fazem parte do novo Conselho deliberativo, o diretor e o superintendente de Relações Institucionais do Crea-MG, engenheiros civis Pedrinho da Mata e Jean Marcus Ribeiro. O evento contou com a participação do presidente do Crea-MG, engenheiro civil Lucio Borges e diversas lideranças da região. 

Conheça a nova diretoria:

  • Presidente: engenheiro civil Diego Oliveira Rosa
  • Vice-presidente: engenheiro mecânico Hugo Leandro Rosa
  • 1° Secretário: engenheiro eletricista Antônio Alex Serrano
  • 2° Secretário: engenheiro eletricista Paulo Henrique Borges de Menezes
  • 1° Tesoureiro: engenheiro de produção  Henrique Duarte Valeriano
  • 2° Tesoureiro: engenheiro civil Jefferson Luiz Pereira Lopes
  • Diretor de esportes: engenheiro eletricista  Anderson Rodrigo de Oliveira
  • Diretor Social: engenheiro eletricista  Egmar Chaves de Almeida
  • Diretor de Relações Públicas e Institucionais: engenheiro civil Rafael Augusto Alves Barreto
  • Diretor Representante dos Técnicos: técnico em edificações Ivan Eliziário Valeriano

Conselho Fiscal:

  • engenheiro mecânico Ronaldo José Rocha
  • engenheiro de produção Humberto Tomaz Hordones Madruga 
  • engenheiro civil Jaime Nunes de Oliveira 
  • engenheiro civil João Eduardo Della Torres
  • engenheiro civil Iuri Fernandes Aguiar Goulart 
  • engenheiro eletricista Diego Barbosa Noronha

Conselho de Ética:

  • engenheiro ambiental - Bruno Carneiro Lana 
  • engenheiro sanitarista e ambiental - Domingos Savio de Souza 
  • engenheira civil Lilian Taís de Oliveira Mesquita

Conselho Deliberativo:

  • engenheiro civil Elcio Barreto Borges
  • engenheiro civil Eduardo Guimarães 
  • engenheiro civil Jean Marcus Ribeiro 
  • engenheiro civil Pedrinho da Mata
  • engenheiro agrônomo Fabrício Queiroz Maia
  • engenheiro civil Geraldo Abadia Ponciano
  • engenheiro civil Danielli Kerolin Cattarine de Morais

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Interesse profissional e utilidade pública. A regulamentação das profissões ligadas às engenharias representa um avanço estratégico e abrangente, o que resulta em segurança para a sociedade. A atuação de um profissional qualificado reúne chances e garantias verdadeiras de estabelecer no seu campo de atuação um trabalho de qualidade. É uma relação em que só há ganhadores.

Não faltam exemplos: o engenheiro agrônomo está envolvido com a segurança alimentar e abastecimento; o engenheiro civil é responsável por edificações; o engenheiro mecânico projeta o equipamento que irá agilizar todo o trabalho de produção de um bem; o engenheiro eletricista cria sistemas que vão levar a necessária energia para os setores produtivos e residenciais.

Desafios e ameaças

Mas todo esse patrimônio público conquistado pelas engenharias deve ser preservado ante ameaças ao setor, envolvendo mudanças de leis e disputas desleais no mercado de trabalho. José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), afirma que é preciso valorizar as engenharias, “que indiscutivelmente são de alta qualidade”. De acordo com Martins, cartéis formados por empreiteiras, que limitam a concorrência e diminuem as chances de mais profissionais poderem atuar em seu campo de trabalho, precisam ser combatidos. “Os órgãos de fiscalização e regulamentação têm um trabalho importante para valorizar a engenharia. Têm que fazer com que os bons profissionais sejam enaltecidos e penalizar quem está fazendo coisas erradas”, destaca o dirigente da CBIC.

“Meia dúzia de empreiteiros tomavam todas as obras. Ninguém consegue entrar e não existe concorrência leal a respeito. Se a gente não cuidar disso vamos voltar a ter um mesmo problema. Tem que ter concorrência e ganhar quem é mais competente. É coisa estratégica e deve ser bem cuidada em qualquer país do mundo”, afirma Martins.

O debate, portanto, vai muito além da representação da classe, e tem relação direta com segurança, mobilidade, bem-estar, garantias à sociedade e desenvolvimento de setores estratégicos, como o presidente da CBIC pontuou. Os desafios alcançam inclusive propostas de alterações em leis estratégicas para a atuação legal das engenharias.

“A principal ameaça hoje é a Proposta de Emenda Constitucional 108/2019, apresentada no Congresso Nacional, em julho deste ano. A PEC 108 pretende mudar a natureza jurídica dos conselhos profissionais de autarquias para entidades de direito privado, e desobrigar o registro do profissional. Isso significa, na prática, uma permissão para que pessoas não habilitadas prestem serviços especializados à população, uma vez que a medida inviabilizaria a fiscalização do exercício profissional, atividade-fim dos conselhos”, alerta Lucio Borges, presidente do Crea-MG.

Os reflexos, caso a PEC seja aprovada, são graves para o conjunto do país, não apenas para um conjunto de categorias profissionais. “Essa possibilidade traz sérios prejuízos à sociedade, colocando em risco a sustentabilidade no uso dos recursos naturais e na preservação da vida. Sem esse tipo de controle, o mercado ficaria aberto para pessoas não habilitadas prestarem serviços especializados, colocando em risco a sustentabilidade no uso dos recursos naturais e na preservação da vida”, afirma Lucio Borges.

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Lucio Borges - presidente do Crea-MG: "PEC 108/2019 traz riscos à sociedade". Foto: Luciano Bicalho/Crea-MG

Para Joel Krüger, presidente do Sistema Confea/Crea, é preciso cuidado para não gerar impactos negativos em profissões que estão presentes em todas as cadeias sócio-econômicas do país. “Precisamos entender o que o Ministério da Economia realmente deseja com essa PEC. É a desregulamentação das profissões. É levar ao judiciário as discussões que são profissionais. Nós estamos dispostos a discutir com o Parlamento, e vamos fazer essa discussão. Não podemos reduzir a uma política liberal de simplesmente desregulamentar nossas profissões”, alerta Krüger.

Joel Kruger Confea

Joel Krüger: "não podemos permitir a desregulamentação das profissões". Foto: Marck Castro/Confea

Edson Delgado, vice-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), estranha a disposição do congresso para tornar o campo de atuação das engenharias uma espécie de “terra de ninguém”, justamente atingindo setores considerados complexos e estratégicos para o desenvolvimento econômico. “Desde 1933, quando o conselho foi instituído, temos contribuído com o desenvolvimento do país nos setores de infraestrutura, alimentação, transporte, saneamento, construção civil, na saúde, entre outras áreas importantes. Assim como o Brasil, outros países enfrentam  crises econômicas, e as engenharias têm contribuído para que a reação ocorra e se dê a volta por cima também na área econômica”, observa Delgado.

Assim como em outras profissões, caso da medicina e do direito, por exemplo, saber que um profissional preparado está disponível para atendê-lo, com a sustentação de órgãos reguladores para ratificar essa garantia, é algo que não pode ser descartado. Os resultados sentidos pela população que o digam. “A sociedade é a principal beneficiada com a regulamentação das profissões das engenharias. É por meio da regulamentação que a sociedade terá a segurança de que as atividades técnicas serão exercidas por profissionais habilitados, com formação adequada e atribuições específicas. No caso da engenharia, da agronomia, da geologia, da geografia e da meteorologia, elas são regulamentadas e fiscalizadas pelo Sistema Confea/Crea”, ressalta Borges, do Crea-MG.

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Segurança das edificações depende de engenharias bem fiscalizadas e regulamentadas. | Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

 

Articulação e disposição para o diálogo

Delgado afirma que está em andamento uma articulação junto ao Congresso para barrar que a PEC vire lei. “O que estamos fazendo é discutir com nossos legisladores uma melhor maneira de tratar essa matéria, inclusive observando a inconstitucionalidade dela. Os conselhos são órgãos públicos, que atuam na fiscalização e regulamentação da atividade profissional. E a matéria contraria o Artigo 5º da Constituição Federal, que entre seus itens diz que todos são livres para exercer suas profissões, mas com conhecimento e habilitação que a lei exige”, diz Delgado.

Em 2018, em um dos Creas ligados ao Confea, acrescenta o dirigente do Confea, foram flagrados 92 diplomas falsos, cujos “donos” queriam o registro profissional de engenheiros. “Portanto, assim que privatizar essa fiscalização, quem vai cuidar, exercer o poder de polícia? A sociedade vai ser colocada em risco?”, questiona Delgado.

 

Fonte: Gazeta do Povo

 

 

O vice-prefeito de Belo Horizonte, engenheiro eletricista Paulo Lamac, foi o escolhido pela Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas – Departamento de Minas Gerais (Abee-MG) para receber a homenagem das entidades de classe a profissionais que se destacaram em cada área. A placa foi entregue a Lamac em reunião com o presidente do Crea-MG, engenheiro civil Lucio Borges na sede do Conselho, em Belo Horizonte, no dia 26 de outubro de 2019. 

Na oportunidade, o presidente da Abee-MG Hélio Nonato de Oliveira Hélio ressaltou que a escolha foi motivada pela atuação do vice-prefeito em prol da engenharia. “Nossa relação com o Paulo é muito próxima. E, ter representantes da engenharia na política é muito importante para que as discussões da nossa área contribuam com o desenvolvimento das cidades”, destacou Hélio.lio.

Já o homenageado, Paulo Lamac, afirmou que é uma honra ser lembrando pela Abee-MG e falou sobre projetos para o estímulo ao turismo e ao empreendedorismo em Belo Horizonte que tem estreita relação com a engenharia. “É muito bom receber essa homenagem. Isso mostra que o nosso trabalho tem sido bem realizado. Sempre pensando no papel da engenharia para a melhoria da cidade”, enfatizou Paulo Lamac.

Também estavam presentes, da Abee-MG, a vice-presidente Cláudia Deslandes de Figueiredo, o 1° secretário Fernando Luis de Almeida, o diretor de Relações Institucionais Alfredo Marques Diniz, e os membros do Conselho Deliberativo José Flávio Gomes e Luiz Carlos Sperandio Nogueira e do Crea-MG, o chefe de Gabinete Marcos Gervásio e os assessores da Presidência Tarcísio Caixeta e Raimundo Fernandes. 

Homenagem das entidades

No dia 21 de novembro, diversas entidades prestaram homenagem a profissionais de destaque. O evento ocorreu dentro da programação da  Reunião Ordinária dos Colégios de Entidades (CEE), Inspetores (CEI) e Instituições de Ensino (CIE), realizada na sede do Crea-MG. Confira as fotos no facebook do Crea-MG.