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O Crea-MG vai fortalecer a relação com as instituições de ensino em Minas Gerais. O presidente do Conselho, engenheiro civil Lucio Borges, iniciou, ano passando, agenda com as instituições de ensino e até 2020 irá visitar 26 universidades e escolas de MG. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, dia 28  de fevereiro, durante reunião do Colégio de Instituições de Ensino, órgão consultivo que integra a estrutura de suporte do Conselho. A reunião ocorreu em Belo Horizonte e reuniu os coordenadores do CIE. Na agenda, a coordenadora da Comissão Permanente de Educação da autarquia, engenheira civil Davina de Souza Braga, explicou que a aproximação segue orientação da Lei 5.194, de 1966, do Confea, que determina às Câmaras Especializadas dos Conselhos Regionais a prerrogativa de definir as atribuições profissionais dos recém formados nas áreas de Engenharia e Agronomia. As resoluções  218, de 1973, e a 1.073, de 2016, são complementares à regra, reforçando que estas atribuições serão dadas em função da estrutura curricular dos cursos. 

Davina: Por causa disso, então, temos esta missão de fazer uma análise da estrutura curricular dos cursos e verificar quais as atribuições serão concedidas aos egressos, em função das disciplinas cursadas. E percebemos que muitas IE, por descuido ou desatenção, permitem que os alunos se formem sem a qualificação requerida. E ai, quando o graduado vem ao Crea-MG pedir a carteira profissionais, porque tem um trabalho em vista, não podemos autorizar porque o curso não o credenciou para tal atribuição. E é ai que as IE descobrem que deveriam ter feito este registro. Neste final de ano tivemos quatro casos assim. 

Davina lembra que cabe ao Ministério da Educação a autorização para abertura de curso de graduação em Engenharia ou Agronomia. Mas cabe ao Conselho a análise de estrutura curricular e metodologia de ensino, programadas pelas universidades ou escolas. Esta tramitação no Crea-MG leva, em média, um semestre para ser concluída. O coordenador do Colégio de Instituições de Ensino do Crea-MG, matemático e engenheiro civil Rondinelly Pereira, lembra que esta articulação visa sempre qualificar os estudantes, que começam na academia sua formação profissional. 

Rondinelly: O Crea tem a função de tornar legítima atribuição, de acordo com a matriz curricular que o aluno estuda. Então, as universidades precisam conhecer as resoluções que determinam que as atribuições sejam concedidas pelo Conselho. Com esta articulação e diálogo fortalecido, fica mais fácil entender este processo. De que o profissional precisa ter o conteúdo durante sua formação para exercer uma atividade específica. 

A presidente do Crea-MG Júnior, estudante de Engenharia Civil Thainá Prando Basto, elogia a medida. Segundo Thainá, que também é coordenadora nacional do Crea Júnior, os futuros profissionais precisam reforçar esta articulação, para que também se credenciem para o mercado com as melhores competências. 

Thainá: Os estudantes precisam ter um olhar mais crítico sobre estas questões. Muitos entram sem tanta maturidade nas universidades para entender estas questões e vamos atuar também para informá-los sobre as atribuições profissinais, código de ética, legislação. Porque a escola fornece a graduação e é o Conselho Regional quem dá as atribuições.  

O Colégio Estadual de Instituições de Ensino, criado no dia 14 de Junho de 2012 em decisão de plenária PL MG 103/2012. Primeira experiência no Brasil, o CIE é um órgão consultivo do Crea-Minas que congrega as Instituições de Ensino (IEs) sediadas no estado e representativas dos profissionais nas modalidade regulamentadas e fiscalizadas pelo sistema Confea/Crea nos níveis técnicos, tecnológicos e superior. 

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