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O presidente do Crea-MG, engenheiro civil Lucio Borges, reuniu-se na manhã do dia 6 de fevereiro de 2019 com o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, em Brasília. 

No encontro, o presidente Lucio Borges tratou de assuntos de interesse da engenharia nacional, como a carreira de estado, licitações públicas para obras e serviços de engenharia e a participação do Sistema Confea/Crea na retomada do crescimento do setor.

O presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger, também participou das discussões. Ainda estiverem presentes na reunião, os presidentes do Crea-SP, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese; do Crea-RJ, engenheiro eletricista Luiz Cosenza; do Crea-ES, engenheira civil Lúcia Vilarinho; o conselheiro do Crea-MG, engenheiro civil Luiz Gonzaga Campos e o chefe de gabinete do Crea-MG, engenheiro civil Marcos Gervásio.

No dia 31 de janeiro de 2019, o técnico em segurança do trabalho  Hiran de Paiva Campos ministrou o curso “Segurança do trabalho: conceitos, aplicações e responsabilidades”, na Inspetoria de Pedro Leopoldo. “Segurança do trabalho é um tema que está presente no cotidiano de todos. Por isso, é importante que os estudantes conheçam os conceitos para aplicarem as normas de segurança em seus projetos e, com isso, evitarem acidentes futuros”, destaca Hiran.

O evento, promovido pela Associação dos Engenheiros de Pedro Leopoldo (Asep), recebeu estudantes e profissionais interessados no tema. “Este curso que faz parte do projeto Asep em Ação é gratuito e apoiado pelo Crea. Ele proporcionou a troca de conhecimentos entre profissionais renomados e estudantes das diversas áreas da engenharia”, afirma a diretora da Asep, analista e educadora ambiental Maria Fernanda Alves. 

O projeto Asep em Ação é viabilizado através do Chamamento Público de 2018 do Crea-MG, que seleciona projetos de entidades de classe registradas no Conselho que tenham como objetivo o aperfeiçoamento das profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. “É uma iniciativa muito importante do Conselho, pois investe em atividades que promovem a valorização do profissional”, concluiu o inspetor-chefe de Pedro Leopoldo, engenheiro civil Edilcio Eustáquio Fagundes.

 

Cumprindo a agenda no interior, o presidente do Crea-MG, engenheiro civil Lucio Borges, esteve em Pedro Leopoldo, no dia 31 de janeiro de 2019. Na ocasião, o presidente Lucio participou de uma reunião na Inspetoria e na sequência realizou visita técnica ao laboratório da Escola de Engenharia da UFMG na cidade, onde se estuda geotecnologias sustentáveis e tem como foco o manejo de rejeitos provenientes das atividades de mineração.

A reunião contou com a presença de representantes de entidades e lideranças locais da engenharia, do inspetor-chefe Edilcio Fagundes, do inspetor-secretário Jarbas Soares, do inspetor-tesoureiro José Miranda, e do prefeito de Pedro Leopoldo, Cristiano Costa, além de outras autoridades da cidade. No encontro, Lucio reafirmou o compromisso do Conselho com o diálogo e a integração com todos os profissionais da área tecnológica, e apresentou para os presentes a proposta da criação do Grupo de Trabalho (GT) que irá acompanhar os desdobramentos do rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho. O GT, que será apresentado ao Plenário do Crea-MG no dia 7 de fevereiro de 2019, pretende ampliar as discussões e elaborar proposições sobre o aprimoramento da segurança na atividade de mineração.

O próximo compromisso do dia foi na Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo, que abriga o Centro de Produção Sustentável (CPS) da UFMG. Dentre os vários projetos do CPS, está o processamento e manejo de rejeitos de barragens. No Centro, o professor do Departamento de Engenharia de Minas, engenheiro de minas Roberto Galéry, demonstrou para os presentes o processo de produção, que consiste em levar os rejeitos para o forno, onde perdem água e se transformam num material denominado “lama calcinada”. Ele explicou que o pó resultante pode ser usado como pigmento e cimento, devido às propriedades ligantes, e também pode ser transformado em pisos drenantes e asfalto. Depois, o grupo conheceu a casa de 46 metros quadrados que foi completamente construída com os materiais provenientes da mineração, com um custo 30% menor do que o padrão na construção civil. “O que procuramos desenvolver aqui são tecnologias que possibilitem uma mineração sustentável”, explicou Roberto.

O inspetor-chefe Edilcio Fagundes classificou o encontro como produtivo e educativo para os presentes. “Se tratarmos os rejeitos de minério dessa forma, diminuímos a dependência de barragens”, comentou Edilcio. Para esclarecer mais o assunto, uma palestra de Roberto Galéry foi confirmada na Inspetoria de Pedro Leopoldo, numa parceria do Crea-MG com a Associação dos Engenheiros de Pedro Leopoldo (Asep). A palestra será realizada dentro do projeto “Asep em Ação”, possibilitado através do Chamamento Público de 2018 do Conselho.

Confira na íntegra o artigo do presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger.


Reconhecida mundialmente pela sua qualidade e eficiência, a engenharia brasileira vem sendo atingida por episódios que mostram que é necessária repensar urgentemente o modelo vigente. O último deles – o rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG) – a cada instante causa comoção a milhares de famílias direta ou indiretamente ligadas ao trágico acontecimento. Até o momento, centenas de mortes e desaparecidos e a certeza de mais um desastre ambiental de grandes proporções.

A nova tragédia ocorre apenas três anos após o rompimento da barragem de Mariana, que matou 19 pessoas e provocou um mar de destruição ambiental que avançou sobre a Bacia do rio Doce até chegar ao litoral do Espírito Santo. Enquanto todos nós acompanhamos apreensivos os resgates e notícias acerca dos desaparecidos de Brumadinho, fala-se em falta de fiscalização, quando o cerne da questão é muito maior. É preciso que a engenharia nacional volte a ser pensada sobre os quatro pilares fundamentais: planejamento, projeto, execução e manutenção, como uma ciência capaz de promover o progresso e o bem-estar da humanidade.

Os episódios retrataram o momento de desmanche pelo qual atravessa a engenharia brasileira. Fruto do descaso de sucessivos governos que insistem em tratá-la como serviço comum, como se fosse possível realizar obras dessa natureza observando apenas o menor preço. Ao contrário do comum, os serviços de engenharia exigem conhecimento especializado, justamente “por serem caracterizadas pelas realizações de interesse social e humano”, conforme expressa a Lei 5.194/1966, que até hoje regula o exercício das profissões de engenheiro. Desde os anos de 1980, a engenharia brasileira vem se transformando em suco. Maltratada, desvalorizada e abandonada. Formados em excelentes escolas, muitos profissionais migraram para outros mercados, como o financeiro, onde os ganhos pecuniários são muito superiores aos pagos nas carreiras de engenharia, seja na iniciativa privada ou no serviço público.

Nos últimos anos, o Ministério da Educação autorizou a formação indiscriminada de profissionais, formando engenheiros a distância, contrariando opiniões de diversos setores da sociedade, como o próprio Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) que vem se manifestando sistematicamente contrário ao ensino 100 por cento a distância de profissionais da engenharia e da agronomia. Temos então uma enxurrada de profissionais colocados no mercado de trabalho aumentando a oferta e, por consequência, rebaixando os salários. Desvalorizados, os profissionais vão em busca de outras carreiras.

A contratação de obras e serviços de engenharia pelo poder público é outro exemplo da falta de respeito da profissão. Licitações por meio de pregão eletrônico, onde o que realmente importa é o menor preço, são realizadas por todo o país. Governos estaduais e municipais realizam concursos públicos oferecendo salários muito abaixo do que um profissional da área merece.

Outro ponto em que temos nos posicionado de forma intensa é referente ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 13/2013 – que institui a carreira de Estado para profissionais vinculados ao Sistema Confea/Crea e que ocupam cargo efetivo nos serviços públicos federal, estadual e municipal. Desde 2013, o Confea, os Creas e entidades vinculadas ao nosso sistema profissional lutam pela aprovação da medida. Não é uma luta corporativa, pois sabemos que a aprovação do projeto trará melhores condições de desenvolvimento e atendimento à população pelas administrações públicas.

Preocupa-nos ainda o desmantelamento dos quadros de engenharia no serviço público. Empresas de altíssima importância para a sociedade brasileira como Embrapa, DNIT, Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais e Ibama sofrem com a falta de quadros técnicos. Funcionários se aposentam e não são repostos na medida necessária. O resultado é a dificuldade em fiscalizar com eficiência e rapidez, sendo que Agência Nacional de Mineração tem apenas 35 fiscais para atuar nas 790 barragens de rejeitos de minérios.

Estaremos atentos à apuração dos fatos referentes à tragédia de Brumadinho. O Confea e o Crea-MG estão fornecendo todo o apoio para identificar as causas e posteriormente apurar as responsabilidades. Mas lembramos que é muito importante que não ajamos de forma precipitada e leviana e, sim, que se apurem as causas reais dessa lamentável tragédia. Apenas após a apuração e o direito à ampla defesa e ao contraditório dos envolvidos, o Crea e posteriormente o Confea pode aplicar as penalidades previstas.

Para reverter todo esse quadro é preciso que a engenhara nacional volte a ser pensada sobre os quatro pilares fundamentais: planejamento, projeto, execução e manutenção. Não existe engenharia sem essas fases, que estão diretamente interligadas. Não se faz engenharia sem planejamento prévio, sem os diversos projetos, do básico ao executivo, sem uma execução minuciosa e, claro, sem a devida manutenção preventiva.

A engenharia brasileira é enorme. Ela foi responsável ao longo dos anos por obras que são referências em todo o mundo, como por exemplo, a construção de Brasília, da Ponte RioNiterói e da Usina Hidrelétrica de Itaipu, apenas para citar três grandes momentos. Portanto, ela precisa ser valorizada e tratada com o respeito que merece e que a sociedade brasileira exige.


Joel Krüger é engenheiro civil, professor universitário e presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

O Crea-Minas lamenta, profundamente, o falecimento do ex-conselheiro Carlos Moreira Mendes, ocorrido no dia 1° de fevereiro de 2019. Atual membro efetivo do Conselho Fiscal da Engecred, Carlos faleceu aos 76 anos, em Belo Horizonte. 

Carlos Moreira Mendes graduou-se em engenharia mecânica em 1968, pela Escola de Engenharia da UFMG, e exerceu a profissão por mais de 40 anos. No Sicoob Engecred, Carlos exerceu as funções de diretor administrativo, conselheiro administrativo e conselheiro fiscal, além de ser um dos sócios fundadores da Cooperativa. No Crea-MG, foi conselheiro pela Câmara Especializada de Engenharia Mecânica no período de 1998 a 2001, prestando valiosa colaboração, com seu conhecimento e qualidade profissional.

Carlos era casado com Maria Aparecida de Melo Mendes e deixa quatro filhos, André, Bruno, Rodrigo e Thaís Melo Mendes. O velório ocorre no Cemitério Parque da Colina, onde será o sepultamento às 17h do dia 1º de fevereiro de 2019.