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Em 2017, foram registrados 549 mil acidentes de trabalho no Brasil, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). Já este ano, no primeiro quadrimestre, houve 184 mil. Atenta a estes números e visando reduzir os acidentes nas empresas, a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) propôs uma parceria com o Crea-Minas, com o objetivo de ampliar o trabalho realizado junto a universidades federais como a UFMG, IFMG e Unifei. 

Em reunião realizada na sede do Crea-Minas, em 13 de dezembro de 2018, Érico Torres, chefe do Centro Regional da Fundacentro, explicou que o trabalho das universidades está focado em construir, coletivamente, modelos que possam ser aplicados pelas empresas na prevenção de acidentes de trabalho. "Acreditamos que o Crea possa nos ajudar nestas discussões”, afirmou.

Lucio Borges concorda que a parceria é importante para todos e pode trazer bons resultados. O presidente do Crea-Minas explicou que o Conselho vai participar das discussões através da Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho (CEEST). "A Câmara vai acompanhar a construção desses modelos e poderá contribuir com o conhecimento técnico e a vivência dos profissionais da área, além da divulgação dos modelos propostos", destacou Lucio.

Ciclo de Conferências e cursos modulares 

Uma das ações do grupo, ainda em 2017, foi o primeiro Ciclo de Conferências sobre Saúde e Segurança do Trabalho, com o tema Avanços em Gestão de Segurança do Trabalho. O próximo passo, segundo o professor Francisco Lima, é oferecer cursos modulares, visando o desenvolvimento de competências e atualização de temas avançados em segurança e saúde do trabalhador. “Os cursos terão maior abrangência na prevenção de acidentes de trabalho, novos modelos e práticas em segurança do trabalho, e não apenas na análise dos acidentes”, ressaltou.

Mais importante do que analisar as causas do acidente, apontar o culpado e verificar se as normas regulamentadoras foram cumpridas, é necessário entender a segurança do trabalhador como um todo, segundo o pesquisador da Fundacentro, Eugênio Hatem Diniz. “A segurança do trabalhador deve ir além do cumprimento da legislação trabalhista. As normas são importantes e devem ser cumpridas, mas elas não são suficientes para evitar os acidentes. Precisamos desenvolver a cultura de segurança do trabalho baseada no conhecimento técnico, nas competências e nas experiências profissionais”, enfatizou.