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Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2039, o número de idosos com mais de 65 anos vai superar o de crianças de até 14 anos e até 2060, a estimativa é que 1 em cada 4 brasileiros seja idoso. Atentando-se para esta situação, a presidente da Rede Ibero-Americana de Associações de Idosos do Brasil (Riaam-Brasil), Maria Machado Cota, convidou o conselheiro da Câmara Especializada de Engenharia Civil (CEEC) do Crea-Minas, Haydn Amaral Fernandez, para ministrar uma palestra sobre acessibilidade, durante o XI Seminário da Riaam-Brasil.

Hadyn começou a palestra afirmando que a falta de mobilidade urbana é um dos fatores que mais afetam a qualidade de vida na terceira idade. Ele explicou que o Brasil, apesar de ter leis que tratam de acessibilidade, como a Lei 10.098/2000, ainda há muito a avançar. “O espaço urbano das capitais e de muitas cidades brasileiras apresenta várias limitações, como barreiras urbanísticas, árvores frondosas que se avolumam sobre passeios, pisos escorregadios e ausência de placas de sinalização, determinadas pelas legislações e normas técnicas”, destacou. 

Além do espaço público, o ambiente doméstico também é motivo de preocupação para o trânsito dos idosos, segundo Haydn. Ele alerta que é necessário adotar uma série de adaptações na residência para que o idoso possa se deslocar com autonomia e segurança. “Usar tapetes antiderrapantes e evitar os de tecido que possam ser escorregadios, evitar objetos no chão que criem obstáculos de mobilidade, deixar os ambientes da casa bem iluminados e instalar barras de apoio no banheiro fazem grande diferença para evitar quedas”, ressaltou.  

A queda é responsável por 70% das mortes acidentais de idosos, de acordo com levantamento do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Para a presidente da Riaam-Brasil,Maria Machado Cota, muitos acidentes poderiam ser evitados se houvesse maior intervenção no espaço urbano que assegurasse condição mínima de segurança e de mobilidade. Ela acrescenta que a Riaam-Brasil tem feito reivindicações ao poder público para a realização dessas intervenções. “Temos cobrado das autoridades melhorias no mobiliário urbano a fim de garantir nossos direitos, como eliminação de buracos nas calçadas, rebaixamento de calçadas com rampa acessível, implantação de rampas de acesso em órgãos públicos, dentre outros. Com o conhecimento das leis e normas técnicas que regulamentam a acessibilidade e o apoio do Crea-Minas, buscaremos a ampliação dessas adaptações”, enfatizou.