Com o objetivo de estreitar as relações com o Crea-Minas, o pró-reitor de Logística e Infraestrutura da PUC-Minas, engenheiro metalurgista Rômulo Albertini, e o diretor do Instituto Politécnico (Ipuc), professor Attenister Tarcísio Rego, convidaram o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lucio Borges, para uma visita aos laboratórios da universidade.  

O presidente Lucio Borges visitou, no dia 07 de novembro de 2018, os laboratórios de engenharia química, mecânica, metalúrgica, civil, eletrônica, aeronáutica, de produção, de materiais, de energia e de telecomunicações. Ele também esteve no SimCenter, Centro de Excelência em Simulação de Dinâmica e Segurança Ativa Veicular, o primeiro centro desse tipo na América Latina. “A PUC possui uma estrutura de qualidade e é uma das escolas de engenharia que mais formam profissionais. Nós queremos intensificar nossa relação e estar mais presente na universidade”, concluiu Lucio.

O pró-reitor Rômulo Albertini destacou que a PUC-Minas oferece 10 cursos de graduação em engenharia e possui mais de 80 laboratórios. “Somos formadores de engenheiros, mas o título profissional quem concede é o Crea. Queremos formar parcerias com o Crea para continuarmos sendo referência na formação de profissionais”, enfatizou.

 

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Os membros da Câmara de Geologia e Engenharia de Minas e o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lucio Borges, reuniram-se com o diretor-presidente da Samarco, engenheiro metalurgista Rodrigo Vilela, tendo como pauta a retomada das operações da empresa. O encontro ocorreu dia 08 de novembro de 2018, na sede do Conselho.

Segundo o diretor-presidente Rodrigo Vilela, o retorno das atividades passa por dois processos: a preparação da cava de Alegria Sul, que receberá os rejeitos do processo de beneficiamento de minério, e o Licenciamento Operacional Corretivo (LOC) das estruturas existentes no Complexo de Germano, em Mariana. “As obras de preparação da Cava terão duração de aproximadamente 10 meses. Estamos trabalhando para concluir, junto à Semad, as licenças necessárias para voltarmos com a produção de minério de ferro”, destacou.

As obras de preparação da cava começaram este mês. Ela terá capacidade para receber 16 milhões de metros cúbicos e será utilizada como área para disposição de rejeitos. A expectativa da Samarco é de que possam ser gerados cerca de 750 empregos diretos e indiretos.  

Durante a reunião, foram apresentados o cronograma das atividades que estão sendo retomadas pela Samarco, o funcionamento do Sistema Integrado de Segurança de Estruturas e Barragens e um vídeo institucional.  Segundo a coordenadora da Câmara de Geologia e Engenharia de Minas, Francisca Printes, a volta das operações da mineradora "será muito importante para os profissionais do Sistema Confea/Crea, especialmente para nós da Câmara de Geologia e Engenharia de Minas, que buscamos contribuir e ser parceiros da empresa”, enfatizou.

Para o presidente do Crea-Minas, a aproximação da empresa com o Conselho tem sido relevante para a discussão deste assunto. “A engenharia pode contribuir muito com o retorno das operações da Samarco, que é uma empresa importante para nosso estado. Queremos levar a apresentação que ocorreu nesta reunião também para uma sessão plenária”, ressaltou.  

 

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O Crea-Minas detalhou nesta terça-feira, 6 de novembro de 2018, o projeto de especialização da fiscalização da mineração no estado. A apresentação contou com representantes de órgãos federais, como Ibama e Exército, e estaduais, como Secretaria do Meio Ambiente, Polícia Militar Ambiental e Fiemg, além de entidades de classe da engenharia e geologia. Os fiscais do Conselho foram capacitados nos meses de agosto e setembro e a partir do próximo ano serão realizadas as Fiscalizações Regionais Dirigidas voltadas para o setor minerário. Antes das F.R.Ds, haverá reuniões com lideranças regionais e empreendedores para explicar o que será e como será feita a fiscalização e de que forma o Conselho vai trabalhar.  Para o engenheiro de minas Newton Reis de Oliveira Luz, supervisor de fiscalização da mineração do Crea-Minas as reuniões otimizam a fiscalização e melhoram o relacionamento do Conselho com profissionais e empreendedores.

 
Newton Reis de Oliveira Luz: Desta forma eles estarão preparados para serem fiscalizados, buscando a regularização das atividades. Não só os profissionais, mas as empresas que eles atuam.  
 
O Crea-Minas é único Conselho no Brasil a possuir um projeto de especialização da fiscalização da mineração.  O setor é um dos pilares da economia, por sua diversidade mineral, e contribui significativamente para o desenvolvimento do estado. A Federação das Indústrias de Minas Gerais apoia a iniciativa. O gerente de meio ambiente da Fiemg, engenheiro agrônomo Wagner Costa, lembra que a entidade mantém parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, no sentido de informar, instruir e sensibilizar os empreendedores a respeito das melhores práticas ambientais.  Neste ano, 1200 companhias industriais regularizaram suas atividades por conta desta abordagem.
 
Wagner Costa: Então, é muito louvável a capacitação de fiscais para exercerem a fiscalização em determinado tema. E a gente tem apoiado isso. Temos um trabalho junto com a Secretaria do Meio Ambiente em que fazemos um trabalho semelhante. Se escolhe a região e o setor a ser fiscalizado e a gente faz uma mobilização e sensibilização à fiscalização. Porque a tradição é impedir a entrada e não verificar se quem está dentro está fazendo certo.
  
Um dos principais objetivos da fiscalização é proteger a sociedade da prestação de serviços de leigos, ou até mesmo de profissionais não habilitados, no exercício de atividades técnicas. O superintendente do Ibama em Minas Gerais, engenheiro civil Julio Grillo, aprova a abordagem especializada pelo Crea-Minas. 

 
Julio Grillo: Acho realmente ótimo que se fortaleça a fiscalização. Mas entendo que a atividade da engenharia em relação a mineração que se pratica hoje, bem como a fiscalização, tem que subir um pouco na sua qualidade. 


O principal objetivo da fiscalização é proteger a sociedade da prestação de serviços de leigos, ou até mesmo de profissionais não habilitados, no exercício de atividades técnicas. A especialização na mineração segue o modelo adotado pelo Crea-Minas junto ao agronegócio. As ações têm como objetivo a constatação da regularidade nas atividades, verificando se há responsável técnico através do registro das empresas, bem como a Anotação de Responsabilidade Técnica (A.R.T). As abordagens têm caráter educativo, com a finalidade de mostrar ao setor produtivo a importância e a necessidade da existência de profissionais habilitados à frente do empreendimento. A adesão às melhores práticas só aumenta. 

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Para debater as atribuições profissionais, a Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Química (CCEEQ) realizou o seminário “Atribuições pela Resolução 1.073/2016” do Confea, no dia 29 de outubro de 2018. A referida Resolução regulamenta a atribuição de títulos, atividades e competências dos profissionais registrados no Sistema Confea/Crea para efeito de fiscalização do exercício profissional no âmbito da engenharia e agronomia. A discussão ocorreu na sede do Crea-Minas e fez parte da Reunião Extraordinária da CCEEQ e do Seminário de Engenharia Química 2018.

A palestra foi ministrada pelo gerente Técnico e de Atribuições Profissionais do Crea-Minas, engenheiro agrônomo e de segurança do trabalho Gustavo Freitas, que apresentou um histórico da legislação do Sistema Confea/Crea acerca da concessão de atribuições profissionais. “A edição da Resolução 1.073/2016 foi fundamental, pois regulamentou a extensão de atribuições aos profissionais, possibilitando ampliar o campo de atuação deles”, destacou. Na oportunidade, a analista técnica da CEEQ, engenheira de alimentos Ivana Targher, mostrou o programa de cadastramento de instituições de ensino/curso. Através da plataforma, as instituições conseguem se registrar no banco de dados do Conselho, além da possibilidade de inclusão de novos cursos.

A mesa-redonda foi conduzida pelo coordenador nacional da CCEEQ, engenheiro de alimentos Marcelo Alexandre Prado. Na discussão, foi abordada a relação das concessões de atribuições profissionais com os cursos e disciplinas cursados, em especial aqueles da modalidade química. Segundo Marcelo, a partir da conversa com os representantes dos Creas foi possível identificar os pontos fortes dos assuntos abordados. “A ideia é agregar as propostas mais produtivas que cada Conselho Regional tem e tentar harmonizá-las, para que todo o país siga a mesma sistemática, minimizando os conflitos”, explicou.

Visando maior proximidade com as demandas locais, a Câmara Especializada de Agronomia (CEAG) do Crea-Minas realizou uma reunião na cidade de Unaí, nos dias 17 e 18 de outubro de 2018. O coordenador da CEAG, engenheiro agrônomo Gustavo Lopes da Silva, organizou e conduziu o evento.

No dia 17 de outubro, os membros da CEAG estiveram na Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril) e foram recepcionados pelo prefeito da cidade, José Gomes Branquinho. Na visita, foram apresentadas as funções da Câmara de Agronomia, além de uma palestra sobre o desenvolvimento do Cerrado, ministrada pelo conselheiro e inspetor-modal do Crea-Minas, engenheiro agrônomo Dázio Vilela Chaves. Estiveram presentes profissionais da região, alunos do curso de agronomia de universidades da região, fiscais, inspetores e funcionários da Inspetoria do Crea-Minas em Unaí.

Dando continuidade à agenda, os membros da CEAG visitaram, no dia 18 de outubro, duas propriedades rurais próximas à cidade de Unaí, onde são desenvolvidas atividades de agricultura de precisão e pecuária leiteira. O objetivo foi conhecer a realidade dos produtores rurais e entender as demandas em relação ao Crea-Minas. Para Gustavo Lopes, a experiência foi positiva. “Com essa reunião no interior, a Câmara Especializada busca conhecer os problemas e dificuldades que os profissionais enfrentam para encontrar a solução mais rápida possível. É importante também para mostrar o funcionamento do Sistema Confea/Crea, que está em defesa da população com a fiscalização do exercício profissional”, concluiu.