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Cerca de 150 profissionais participaram do “I Seminário Técnico Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico”, realizado na sede do Crea-Minas, no dia 24 de outubro de 2018. O evento procurou nivelar conhecimentos sobre legislação e medidas preventivas entre engenheiros, bombeiros militares e especialistas, além de apresentar as novas tecnologias usadas no mercado. 

Segundo o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lúcio Borges, a prevenção contra incêndios está em evidência. “Este tema está sendo muito discutido pelo nosso grupo de trabalho aqui do Crea, pela nossa Câmara de Engenharia de Segurança do Trabalho e pela sociedade. Esta é a oportunidade de debatermos e aprofundarmos o assunto com os participantes”, destacou. 

Além do Crea-Minas, também estiveram presentes representantes do Ministério Público Estadual, da prefeitura de Belo Horizonte, do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais (CAU-MG) e Associação Mineira de Engenharia de Incêndio (Amei). O coordenador do grupo de trabalho Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico, engenheiro de operação - mecânica de manutenção Nelson Franco, afirma que o grupo pretende levar o evento também para o interior do estado. “Nosso objetivo foi trazer o maior conhecimento possível deste tema a todos que trabalham neste segmento. Queremos agora levar o Seminário para outros profissionais dos quatro cantos de Minas Gerais”, ressaltou.   

Painéis 

Cinco painéis foram apresentados no seminário. O primeiro abordou “As medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres no Brasil e o papel de todos os órgãos na promoção dessas medidas”. De acordo com o capitão Luiz Frederico Barreto Pascoal, chefe da divisão da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT), nos últimos três anos a área de combate a incêndios foi a que mais evoluiu dentro da corporação. “Tivemos uma mudança de cultura por meio de parcerias com vários órgãos e maior conscientização de que a adoção de medidas de prevenção é fundamental para que o incêndio não aconteça, mas caso ocorra o número de perdas seja o menor possível, especialmente de vidas humanas”, enfatizou o capitão. 

O segundo painel apresentou o tema “Novos procedimentos da análise e vistoria (Infoscip) dos projetos de segurança contra incêndio e pânico. Segundo o capitão Francisco Rocha Xavier, chefe da Adjuntoria de Sistemas Informatizados, atualmente existem 25 mil processos digitais de segurança contra incêndio e pânico no Corpo de Bombeiros e estão cadastrados no sistema 4.366 usuários, entre eles 3.604 engenheiros. “A informatização trouxe vários benefícios, como rapidez na tramitação; transparência; atendimento e pesquisa online; auditoria instantânea; economia na impressão e no deslocamento; e mais segurança", ressaltou o capitão. 

O terceiro painel foi apresentado pela engenheira civil e eletricista Carla Macedo, vice-presidente de Recursos Associativos e Comunicação da Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip). Ela explicou as novas tecnologias de segurança contra incêndio e pânico em atendimento à norma de desempenho (ABNT NBR 15.575:2013) e também o uso do selante corta-fogo para dificultar a propagação do incêndio. 

Prevenção de Incêndio em Patrimônio Histórico foi o tema do quarto painel, mostrado pela coordenadora estadual das Promotorias de Justiça de Defesa de Habitação e Urbanismo, promotora de justiça Marta Alves Larcher, e pelo professor pós-doutor da Universidade Federal de Ouro Preto, especialista em engenharia de incêndio, Antônio Maria Claret Gouveia. O professor explicou os riscos de incêndio em edificações antigas e tombadas, dando exemplo de construções de Ouro Preto, e as medidas de segurança.

Já o último painel “Atualização e revisão da legislação de segurança e combate a incêndio e pânico” foi explicado pelo chefe da Adjuntoria de Normalização do Corpo de Bombeiros, primeiro-tenente Johnny Oliveira, e pelo professor da UFMG Paulo Gustavo von Krüger. 

 

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