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Plano de Mobilidade Urbana e valorização da engenharia foram os assuntos abordados na reunião entre o presidente do Crea-Minas engenheiro civil Lucio Borges, o prefeito de Andradas geógrafo Rodrigo Lopes, e também o vice-prefeito e conselheiro da Câmara Especializada de Engenharia Civil (CEEC) João Luiz Magalhães Teixeira, no dia 25 de outubro de 2018, na sede do Conselho. 

O Plano de Mobilidade Urbana de Andradas está sendo elaborado por um comitê formado por membros da Prefeitura, da Câmara Municipal, da Associação dos Engenheiros e Agrônomos de Andradas (Assea) e representantes da sociedade. “Nossa expectativa é que o Plano fique pronto até janeiro de 2019 e contribua com o planejamento do município para os próximos 10 anos”, destacou o prefeito de Andradas. 

Para ampliar o conhecimento dos profissionais, que participam da elaboração do Plano, a respeito da importância da engenharia no desenvolvimento do município, os conselheiros da CEEC Bernardo Abrãao e Davina Braga realizaram um seminário que contou com o levantamento de demandas locais e apresentação de propostas para melhorias na mobilidade urbana. Já a conselheira Flávia Bretas ministrou uma palestra com os temas "ética profissional", "plano diretor" e "outorga onerosa". “Tratei sobre o que deve ser planejado na cidade, estudando as leis do município de Andradas. Na palestra, explico plano diretor, outorga onerosa, leis de uso e ocupação do solo e código de obras”, enfatizou Flávia Bretas.

Segundo o vice-prefeito de Andradas, a finalidade destes encontros é qualificar os agentes. “Estamos promovendo a capacitação de todos os envolvidos para elaborar este Plano. Vamos realizar, ainda este ano, uma nova palestra sobre mobilidade urbana”, ressaltou João Luiz.   

Ouça na Rádio Crea-Minas  ou leia na íntegra

O Ministério Público Federal recomendou nesta semana a elaboração de planos de prevenção e combate a incêndio em seis museus do país. Integra a lista do MPF o Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, da Arte Sacra da Boa Morte e das Bandeiras os dois em Goiás, das Missões, no Rio Grande do Sul,  além do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro e o Museu Imperial, em Petrópolis. Pela ação, promovida pela Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico do MPF, a direção dos estabelecimentos tem o prazo de 90 a 180 dias para a elaboração dos projetos, que também devem dar conta de situações de pânico e gerenciamento de riscos.

Os planos devem ainda ser aprovados pelo Corpo de Bombeiros e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A recomendação está alinhada à normativa produzida pelo grupo de pesquisa em tecnologia e ciência do incêndio, do CNPq, liderado pelo professor da UFMG, engenheiro e arquiteto Paulo Gustavo von Krüger. O grupo entregou, há um ano, um documento com orientações ao MPF sobre procedimentos de prevenção em equipamentos culturais, entre eles o Museu Nacional, que perdeu de grande parte do acervo histórico em um incêndio de grandes proporções no dia 02 de setembro de 2018.

Sonora: O mais importante deste documento foi que houvesse uma ligação entre o Corpo de Bombeiros e o IPHAN, ou institutos de preservação. Ou seja: nós conseguimos nesta normativa traçar alguns dados que faziam com que as instituições conversassem. No caso do patrimônio cultural, apresentamos algumas cartas patrimoniais e possibilidades de alterações no bem preservado. Por outro lado, nós apresentamos alguns conceitos de engenharia, de ciência de incêndio para o patrimônio cultural. Essa recomendação contemplava qualquer edificação tombada ou acautelada nos três níveis de governo, inclusive o Museu Nacional.

Paulo Gustavo von Krüger participou nesta quarta de seminário técnico Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico,  promovido pelo Crea-Minas, em Belo Horizonte. O seminário em Minas também reuniu engenheiros e construtores, além de representantes do Ministério Público e dos governos estadual e municipal. O professor da UFMG lembra que o Museu Nacional, no Rio, não adotou medidas básicas de prevenção a incêndio, o que se comprovou na perícia da Polícia Federal. Ele ressalva que a normativa traz avanços que podem qualificar os equipamentos públicos que já respeitam normas de segurança. 

Confira a matéria completa do seminário

O engenheiro de minas João Augusto Hilário representou o Crea-Minas na Sessão Catalisadora sobre mineração no Brasil, promovida pelo Development Partner Institute (DPI). O evento reuniu entidades, integrantes da cadeia produtiva e formadores de opinião para discussões sobre o futuro da mineração. A ação contou com 55 participantes de mais de 35 organizações, e foi sediada no Departamento de Engenharia de Minas da Escola de Engenharia da UFMG, entre os dias 18 e 20 de setembro de 2018.

O objetivo da Sessão Catalisadora, que já foi realizada na África do Sul e no Peru, foi pensar e discutir as responsabilidade sociais e ambientais da mineração. O encontro brasileiro abordou nove temas para futuras colaborações e, entre eles, está a exploração de parcerias institucionais para novas formas de planejamento de minas. “Foi uma oportunidade de participar, fornecer nossas contribuições sobre o tema e representar o Crea-Minas neste importante fórum de discussões”, pontuou João Hilário, conselheiro da Câmara de Geologia e Engenharia de Minas e presidente da Associação dos Engenheiros de Minas do Estado de Minas Gerais (Assemg).

O DPI foi criado em 2016, como uma entidade internacional específica, com o objetivo de promover debates sobre pontos-chave da indústria mineral. O Instituto selecionou Belo Horizonte devido a sua relevância e ao histórico da mineração no estado de Minas Gerais, e planeja sessões semelhantes nos estados do Pará, São Paulo e Brasília.

Cerca de 150 profissionais participaram do “I Seminário Técnico Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico”, realizado na sede do Crea-Minas, no dia 24 de outubro de 2018. O evento procurou nivelar conhecimentos sobre legislação e medidas preventivas entre engenheiros, bombeiros militares e especialistas, além de apresentar as novas tecnologias usadas no mercado. 

Segundo o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lúcio Borges, a prevenção contra incêndios está em evidência. “Este tema está sendo muito discutido pelo nosso grupo de trabalho aqui do Crea, pela nossa Câmara de Engenharia de Segurança do Trabalho e pela sociedade. Esta é a oportunidade de debatermos e aprofundarmos o assunto com os participantes”, destacou. 

Além do Crea-Minas, também estiveram presentes representantes do Ministério Público Estadual, da prefeitura de Belo Horizonte, do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Minas Gerais (CAU-MG) e Associação Mineira de Engenharia de Incêndio (Amei). O coordenador do grupo de trabalho Prevenção e Combate a Incêndio e Pânico, engenheiro de operação - mecânica de manutenção Nelson Franco, afirma que o grupo pretende levar o evento também para o interior do estado. “Nosso objetivo foi trazer o maior conhecimento possível deste tema a todos que trabalham neste segmento. Queremos agora levar o Seminário para outros profissionais dos quatro cantos de Minas Gerais”, ressaltou.   

Painéis 

Cinco painéis foram apresentados no seminário. O primeiro abordou “As medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres no Brasil e o papel de todos os órgãos na promoção dessas medidas”. De acordo com o capitão Luiz Frederico Barreto Pascoal, chefe da divisão da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT), nos últimos três anos a área de combate a incêndios foi a que mais evoluiu dentro da corporação. “Tivemos uma mudança de cultura por meio de parcerias com vários órgãos e maior conscientização de que a adoção de medidas de prevenção é fundamental para que o incêndio não aconteça, mas caso ocorra o número de perdas seja o menor possível, especialmente de vidas humanas”, enfatizou o capitão. 

O segundo painel apresentou o tema “Novos procedimentos da análise e vistoria (Infoscip) dos projetos de segurança contra incêndio e pânico. Segundo o capitão Francisco Rocha Xavier, chefe da Adjuntoria de Sistemas Informatizados, atualmente existem 25 mil processos digitais de segurança contra incêndio e pânico no Corpo de Bombeiros e estão cadastrados no sistema 4.366 usuários, entre eles 3.604 engenheiros. “A informatização trouxe vários benefícios, como rapidez na tramitação; transparência; atendimento e pesquisa online; auditoria instantânea; economia na impressão e no deslocamento; e mais segurança", ressaltou o capitão. 

O terceiro painel foi apresentado pela engenheira civil e eletricista Carla Macedo, vice-presidente de Recursos Associativos e Comunicação da Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip). Ela explicou as novas tecnologias de segurança contra incêndio e pânico em atendimento à norma de desempenho (ABNT NBR 15.575:2013) e também o uso do selante corta-fogo para dificultar a propagação do incêndio. 

Prevenção de Incêndio em Patrimônio Histórico foi o tema do quarto painel, mostrado pela coordenadora estadual das Promotorias de Justiça de Defesa de Habitação e Urbanismo, promotora de justiça Marta Alves Larcher, e pelo professor pós-doutor da Universidade Federal de Ouro Preto, especialista em engenharia de incêndio, Antônio Maria Claret Gouveia. O professor explicou os riscos de incêndio em edificações antigas e tombadas, dando exemplo de construções de Ouro Preto, e as medidas de segurança.

Já o último painel “Atualização e revisão da legislação de segurança e combate a incêndio e pânico” foi explicado pelo chefe da Adjuntoria de Normalização do Corpo de Bombeiros, primeiro-tenente Johnny Oliveira, e pelo professor da UFMG Paulo Gustavo von Krüger. 

 

Confira as fotos

Os conselheiros da Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ) do Crea-Minas visitaram, na manhã do dia 18 de outubro de 2018, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barbosa Lage da Companhia de Saneamento Municipal de Juiz de Fora (Cesama). A ETE possui capacidade para tratamento de aproximadamente 8% dos esgotos gerados em Juiz de Fora e é uma das responsáveis pelo tratamento da água do Rio Paraibuna.

De acordo com o inspetor-chefe de Juiz de Fora, engenheiro civil José Eduardo Modesto, a visita “serviu para verificar o funcionamento da ETE, os processos e a importância do profissional qualificado nas estações de tratamento de esgoto”. Ele ainda reiterou que os integrantes da CEEQ, durante os dois dias em que estiveram no município, ficaram mais atualizados a respeito das ações de fiscalização que vêm sendo realizadas na região.

No período da tarde, os conselheiros foram à Becton Dickinson Indústrias Cirúrgicas S.A, que produz e comercializa suprimentos médicos, equipamentos e dispositivos para laboratórios e hospitais, como seringas, agulhas, cateter, entre outros. Para o supervisor da região Sudeste Antônio Fernando de Castro, “o contato com a empresa foi importante para ter uma visão sistêmica do processo produtivo desses insumos em que são utilizadas práticas de engenharia da modalidade química, desde a matéria-prima até o produto final”.  

Já no dia 19 de outubro, os conselheiros Rogério Melo, Antônio Iatesta e Alcinéia Ramos se reuniram, na Inspetoria de Juiz de Fora, com a inspetora modal Tatiana Silva, o fiscal Felipe Alves, além do supervisor da região Sudeste e o inspetor-chefe do município. Segundo o coordenador da CEEQ, engenheiro químico Rogério Melo, o principal assunto tratado foi fiscalização. “Conversamos sobre a fiscalização de atividades industriais e de engenharia química. Nossas ações objetivam verificar a regularidade das empresas perante o Crea-Minas”, enfatizou.