Pesquisar...

Parceira da Mútua, a Mongeral Aegon, que prestou atendimento no evento, também garantiu seguro de vida aos três mil inscritos na Semana Oficial 

Uma equipe especializada, composta por colaboradores da Gerência de Previdência da Mútua e da Mongeral Aegon, estiveram no estande da Mútua na 75ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), durante os três dias de evento, prestando atendimento e consultoria sobre o TecnoPrev – o plano de previdência complementar do profissional com registro no Crea – e sobre as coberturas adicionais oferecidas pela Seguradora parceira.

Cadastro de novos participantes, solicitações de portabilidade e aportes extraordinários foram alguns dos atendimentos realizados ao longo do evento, em Maceió. O gerente de Previdência da Mútua, Rodrigo Castilho, acredita que alguns fatores levaram os profissionais a buscar, cada vez mais, a segurança e a estabilidade que o plano de previdência complementar oferece.

Foram feitas durante a Soea, mais de 200 inscrições de novos participantes no plano da Mútua. “Isso é resultado de todo o trabalho de divulgação e conscientização sobre a importância da previdência complementar que a Mútua vem fazendo. Além disso, o momento e o cenário brasileiro reforçam a necessidade de uma previdência complementar e todas as vantagens e benefícios que o TecnoPrev oferece, como a taxa zero de carregamento, também ampliaram a busca pelo plano”, destacou Castilho.

 Eugenio Guerim Júnior

Eugenio Guerim Júnior, diretor de Previdência Complementar da Mongeral Aegon, também comemorou o sucesso do TecnoPrev na Soea. “Como esse assunto é importante para os associados! Em apenas um dia tivemos mais de 100 adesões ao TecnoPrev, então, percebemos que a previdência está sendo entendida, ainda mais, como um assunto sério e está na agenda do Brasil inteiro”, destacou.

Sobre as perspectivas para o futuro, Guerim é bastante confiante: “O TecnoPrev vai se tornar o mais importante plano associativo de previdência complementar do país. A sinergia entre Mútua e Mongeral é muito grande para alavancar o plano”, afirmou. 

Atendimento focado

 Vaneide Rudnick

A facilidade do atendimento na Semana Oficial também levou muitos profissionais ao estande da Mútua. A engenheira agrônoma Vaneide Rudnick, de Rondônia, disse que aproveitou a presença da equipe de previdência para se inscrever no TecnoPrev. “Fui muito bem atendida, me explicaram tudo: como funciona, como são as aplicações, tudo! E, assim, contratei o plano. Esse trabalho que a Mútua faz na Soea é legal, pois aproxima a Instituição da gente, que é profissional do Crea. Mesmo sabendo que temos a Mútua no estado, devido a correria do dia a dia acabamos deixando sempre para depois. Aqui na Soea é automática a nossa vinda ao estande da Mútua; o atendimento é rápido e temos todas as nossas dúvidas sanadas”, afirmou.

Neilson Ceia

Neilson Ceia, eng. eletricista do Rio de Janeiro, também foi atendido no estande da Mútua. “Tenho uma previdência privada que é, digamos, generalista. Por ser engenheiro e sócio da Mútua, achei interessante migrar para o TecnoPrev, que não tem o mesmo interesse lucrativo que os planos comerciais. Os rendimentos são revertidos para os associados, então, acredito que terei uma rentabilidade maior e mais benefícios do que ser mais um na multidão dos correntistas dos bancos”, avaliou.

Além dos atendimentos específicos, a equipe da área ainda recepcionou um grande fluxo de pessoas interessadas em conhecer melhor o TecnoPrev e em receber consultoria financeira sobre previdência e, com isso, muitos contatos foram estabelecidos para atendimentos posteriores. 

Segurança e tranquilidade

Enquanto os profissionais estiveram envolvidos em toda a programação da 75ª Soea, contribuindo com os debates e construindo soluções para o Sistema e para a sociedade, eles contaram com toda a segurança e a tranquilidade do seguro de vida oferecido pela Mútua, por meio de sua parceria com a Mongeral Aegon.

Essa facilidade é disponibilizada pela Mútua desde a edição passada da Soea, que aconteceu em Belém (PA), garantindo que todos ficassem tranquilos do começo ao fim do evento, com cobertura total que abrangeu acidentes ocorridos dentro ou fora do local do evento, durante todos os dias de sua realização. A apólice incluiu coberturas de morte por acidente, invalidez permanente por acidente, despesas médico-hospitalares e odontológicas por acidente.

Já no aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió, Mútua e Mongeral Aegon informavam aos participantes do evento, que chegavam de avião, sobre o seguro gratuito oferecido aos inscritos na 75ª Soea durante o evento, por meio de um enorme painel instalado na área de desembarque.

 

Fonte: Gecom/Mútua

Fotos: Rafael Leal e Dimmy Falcão

 

 

O gerente de Atendimento do Crea-Minas engenheiro civil Fábio Fonseca, o inspetor-chefe de Muriaé engenheiro agrícola Lucas Melo e o fiscal Antônio Andrade participaram de duas reuniões na cidade, no dia 15 de agosto de 2018.

Na primeira agenda, realizada com os representantes da Prefeitura e do Cartório de Registro de Imóveis, na Inspetoria de Muriaé, a pauta foi a verificação de autenticidade de documentos. “Orientamos que a verificação de autenticidade de qualquer A.R.T. e os respectivos documentos vinculados não serão chancelados pelo Crea-Minas via carimbo da inspetoria, e sim verificados, exclusivamente, através do site www.crea-mg.org.br/index.php/servicos/consultas”, destacou Fábio Fonseca.

Já na segunda, promovida pela Associação de Engenheiros de Muriaé, Fábio Fonseca ministrou uma palestra para os engenheiros abordando temas sobre o Sistema Confea/Crea, o preenchimento de Anotação de Responsabilidade Técnica (A.R.T.) e Certidão de Acervo Técnico (CAT). Na oportunidade, os participantes esclareceram dúvidas sobre a legislação e o código de ética.

Segundo o inspetor-chefe de Muriaé, engenheiro agrícola Lucas Melo, um dos assuntos mais questionados pelos profissionais foi o preenchimento da A.R.T. “Esclarecemos muitas dúvidas dos profissionais e também fizemos um treinamento com eles sobre preenchimento de A.R.Ts e  Certidão de Acervo Técnico, o que contribuiu muito para todos”, ressaltou.   

Também durante o encontro, o diretor-geral da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea de Minas Gerais (Mútua-MG), engenheiro industrial mecânico Abelardo Novaes Filho, e o supervisor da Mútua-MG, Marcelo Naves, apresentaram aos engenheiros os serviços e benefícios sociais oferecidos pela Mútua, além de reforçarem o papel e a importância dela para os profissionais.

 

Confira as fotos

O dia 22 de agosto de 2018 foi histórico para os engenheiros e engenheiras que atuam na engenharia ambiental e sanitária, pois 20 entidades de classe aproveitaram a 75ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (Soea) para fundar a primeira Federação Nacional das Associações de Engenharia Ambiental e Sanitária (Fneas).

O passo dado pelas entidades representa o amadurecimento de anos de discussão sobre a unidade da profissão. Hoje, questões de saneamento e meio ambiente são vistas como indissociáveis e esse entendimento traz enormes avanços para a engenharia e seu exercício no Brasil.

O movimento de unificação entre as entidades, que deu origem a Fneas, também busca representatividade no Colégio de Entidades Nacionais (Cden) para fortalecimento do Sistema Confea/Crea, pautando sobretudo uma agenda nacional das questões profissionais da engenharia ambiental e sanitária.

Com estatuto aprovado em sua assembleia de fundação, a Fneas mostra que está na vanguarda sobre as questões de gênero, inserindo um inciso de obrigatoriedade de equidade de gênero para composição de sua diretoria executiva. Esta medida objetiva estimular que as associações filiadas à Federação incentivem a formação de lideranças femininas para a presidência de suas entidades, trazendo as mulheres para o centro da tomada de decisão em equidade de representação.

A cerimônia de fundação foi prestigiada pelo presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger, e pelo vice-presidente da Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), engenheiro civil Fernando Santos, que juntos enfatizaram a importância nacional e internacional da engenharia ambiental e sanitária para o desenvolvimento sustentável global.

A Diretoria Executiva Provisória trabalhará pelo período de três anos, a contar da data de sua fundação e é composta pelos profissionais: presidente da Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais (Apeam-PR), Renato Muzzolon Jr.; vice-presidente da Associação Catarinense de Engenheiros Sanitaristas e Ambientais (Acesa-SC), Thaianna Cardoso; secretário-geral da Associação Goiana de Engenheiros Ambientais (Ageamb-GO), Áquila Levindo; diretor de Política Profissional da Associação dos Profissionais de Engenharia Ambiental do Espírito Santo (Apea-ES), Giuliano Battisti; diretor administrativo e financeiro da Associação dos Engenheiros Ambientais do Sul e Sudeste do Para (Aeaspa-PA), Elizene Sarmento; diretor de Relações Institucionais da Associação Catarinense de Engenharia Ambiental (Aceamb-SC), Luiz Henrique; diretor social da Associação dos Engenheiros Ambientais de Pernambuco (Aeamb-PE), Rodolfo Alves. 

Atualização do Manual do Crédito Rural mobiliza profissionais em defesa da assistência técnica

Importante para operacionalizar o processo de obtenção do crédito, o Manual do Crédito Rural (MCR) do Banco Central (Bacen) tem fomentado discussões desde sua última atualização, publicada em 3 de julho de 2018, que, dentre outros pontos, deixa de considerar obrigatória a contratação de um profissional  legalmente habilitado para a obtenção do crédito.

Questionamentos - A decisão do Bacen contradiz a base técnica da Lei do Crédito Rural ao dispensar responsável técnico na confecção do projeto e na assistência técnica, segundo nota publicada pelo Confea, em 12 de julho de 2018. O texto defende que a participação de um profissional legalmente habilitado, que realize o acompanhamento técnico do projeto, é fundamental para garantir a segurança alimentar e ambiental da população.

Para o engenheiro agrônomo Emilio Mouchreck, presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos (Smea), idealmente, haveria o financiamento da própria assistência técnica. Por isso, ele critica a alteração, apontando que “estão querendo dispensar projeto e assistência técnica, o que é uma afronta à natureza do Crédito Rural e a seu objetivo”.

Articulações - O Crea-Minas, juntamente com o Confea, têm se mobilizado para reverter a modificação do Manual, com a mobilização de profissionais, entidades e órgãos de governo.  Com esse objetivo, o Confea formou o Grupo de Trabalho Crédito Rural, Assistência Técnica e Extensão Rural e pautou a discussão do tema na 75ª Semana da Engenharia e Agronomia (Soea), realizada entre 21 e 24 de agosto em Maceió (AL).

Na Soea, o engenheiro João Bosco, conselheiro federal e coordenador do GT, reforçou os prejuízos causados pela modificação das normas. “Pelo nosso julgamento, essa decisão traz um prejuízo grande para a sociedade ao dificultar o retorno dos recursos públicos para os produtores. A resolução causa, ainda, prejuízos ao meio ambiente, pois a falta da assistência técnica devida leva ao uso indevido de produtos químicos, agrotóxicos e outros”, afirmou.

A assistência - Indispensável para garantir uma coexistência positiva entre a engenharia e a sociedade, “a assistência técnica vem para assegurar a segurança de obras e projetos”, segundo o superintendente de Atendimento e Fiscalização do Crea-Minas, engenheiro agrônomo Humberto Falcão. Para ele, projetos realizados sem o amparo técnico necessário podem gerar danos irreparáveis ao meio ambiente e influenciar o cotidiano da população.

Pensando no âmbito de projetos agronômicos, que somam cerca de 350 milhões de hectares no país, a importância da assistência técnica torna-se ainda maior. “A orientação técnica  durante as etapas da evolução da atividade financiada é fator primordial para a consecução dos objetivos pretendidos pelo projeto”, afirma o engenheiro agrônomo Roberval Juarês de Andrade, coordenador técnico estadual da Emater.

Infografco Agronomia

 

A CRISE ATUAL E A ENGENHARIA BRASILEIRA

 

Vivemos tempos marcados por enormes incertezas e pelo retrocesso generalizado, especialmente nos campos político, social e econômico. Na política externa, por exemplo, o distanciamento assumido pelo Brasil em relação integração sul-americana, aos países da África e ao grupo dos BRICS caracteriza o abandono da política externa independente, praticada, com breves interrupções, desde o governo Kubitschek. No campo interno, por sua vez, percebe-se o deliberado desmonte da economia nacional e do patrimônio público construído nas últimas seis décadas com o indispensável apoio do BNDES, do qual, diga-se de passagem, apequenado em favor da banca privada, foi retirado o papel de indutor do desenvolvimento. Mais ainda, cedendo aos interesses de curto prazo do 'mercado', os investimentos patrocinados pelo Estado são drasticamente reduzidos, chegando, mesmo, a ser eliminados, como no caso da exportação dos serviços de engenharia.

Infelizmente, no curso deste processo, como sempre ocorre nestes casos, o maior quinhão de sofrimento cabe à população, especialmente aos mais pobres. Com efeito, em decorrência da crise econômica, da precarização dos programas sociais e de compensação, do congelamento dos investimentos sociais por vinte anos e da supressão de direitos, os serviços públicos de saneamento, saúde, educação e segurança se deterioram e as desigualdades se agravam, dando mais força à crise social tão evidente nos noticiários, inclusive naqueles de natureza policial.

O setor econômico mais afetado pela crise talvez seja a engenharia, pois, a pretexto do combate à corrupção, com o que todos concordamos, as principais empresas foram afetadas, em processo que redundou no fechamento de milhares de empresas e de escritórios e no desemprego de mais de 100 mil profissionais. Nunca é demais lembrar que, entre as empresas estratégicas mais atingidas, estão símbolos e orgulhos da engenharia brasileira, como a Petrobras, a Eletrobras, a Embraer e a Embrapa. No âmbito da Petrobras, por exemplo, a entrega de reservas do Pré-Sal às petroleiras internacionais, o atual tratamento às empresas aqui instaladas, a venda de ativos importantes, o abandono dos investimentos para o refino de petróleo e a produção de insumos petroquímicos e, ainda, o pagamento de indenização bilionária a acionistas internacionais debilitam a companhia, retirando-lhe a função de âncora do desenvolvimento industrial do país.

Na realidade, a exemplo daquilo que ocorre em outras áreas estratégicas, como mineração, saneamento, ora ameaçada pela Medida Provisória 844, transportes, nos mais diversos modais, especialmente o ferroviário, vítima de abandono há várias décadas, o desmonte do setor elétrico gravíssimo, pois, ao considerar energia como mercadoria (e não como insumo) e ao desconsiderar as vantagens do sistema interligado nacional, único no mundo, de transmissão e distribuição de energia elétrica, o governo federal manifesta a disposição de privatizar a Eletrobras e, com ela, os reservatórios de bacias hidrográficas importantes, entre as quais as do Amazonas, Paraguai/Paraná, São Francisco e Araguaia/Tocantis o que, caso se concretize, desorganizará definitivamente o setor, em benefício único e exclusivo de grupos financeiros interessados.

Na realidade, além de dificultar o encadeamento com a tecnologia e a inovação, as dificuldades impostas deliberadamente à nossa engenharia comprometem o desenvolvimento econômico soberano, sustentável e socialmente inclusivo do Brasil e do seu povo. Nunca é demais lembrar que, sendo um País em construção, fincado em extenso território tropical caracterizado por sete biomas terrestres e um marinho, todos dotados de abundantes recursos naturais, para alcançar nível de desenvolvimento compatível com os sonhos e merecimentos de seus mais de duzentos milhões de habitantes, o Brasil precisa contar com uma engenharia forte e capaz de tirar partido das vantagens naturais do País, de modo a transformar suas potencialidades em riquezas efetivas.

Por isso e muito mais, com a insatisfação cívica de quem repudia o progressivo desmantelamento da economia nacional e o agravamento das tensões sociais, com a responsabilidade patriótica de querer ajudar a construir um Brasil melhor para todos e com a consciência profissional de que a engenharia é um instrumento indispensável para a promoção do crescimento necessário à conquista do desenvolvimento e do bem estar social, o Colégio de Entidades Nacionais do Sistema Confea/Crea (CDEN) condena a política econômica recessiva em curso, denuncia a sistemática desnacionalização do Patrimônio público em afronta à soberania nacional, defende o restabelecimento dos direitos sociais recentemente suprimidos e, por fim, declara que, para a manutenção da paz social, é  necessário que o Brasil preserve a Democracia e reencontre o seu destino.

 

Maceió, 24 de agosto de 2018.