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O Crea-Minas indicou, por solicitação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), o engenheiro eletricista Alfredo Diniz para compor o Conselho Diretor da instituição como representante dos ex-alunos. Alfredo, já fazia parte do Conselho e foi reconduzido ao cargo por mais quatro anos.  

O Conselho Diretor do Cefet-MG é composto por representantes do corpo docente, discente e também por ex-alunos. De 1976 a 1978, Alfredo cursou Técnico em Eletrônica na instituição e, em fevereiro de 2015, tornou-se representante do Conselho Diretor. “Já representei o Crea-Minas e agora o presidente Lucio decidiu pela minha recondução, conforme prevê a legislação. Vou continuar defendendo os interesses do egresso que, certamente, vai precisar do Crea para resguardar a sua atribuição”, destacou o Alfredo.

O presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lucio Borges, convidou o engenheiro para ser representante dos ex-alunos no Cefet-MG em reunião ocorrida no dia 17 de julho de 2018. Também estavam presentes os diretores Administrativo e Financeiro do Crea-Minas, engenheiro civil Walmir de Almeida Januário; de Gestão, Planejamento e Tecnologia, engenheiro mecânico Waldimir Teles; e o superintendente de Relações Institucionais, engenheiro civil Marcos Gervásio.

 

 

O Crea-Minas promoveu na semana passada, entre os dias 09 a 13 de julho de 2018, uma blitz de fiscalização nos empreendimentos e obras de Santa Luzia, Sabará, Caeté e Jaboticatubas. A fiscalização ocorreu em 184 obras e 160 empreendimentos da cidade, que foram selecionados a partir de levantamentos feitos em portais da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), da Receita Federal, Portal Empresas do Brasil, além das informações da própria Inspetoria.

Na última sexta-feira foi realizada na sede da Inspetoria de Santa Luzia uma coletiva de imprensa com o objetivo de apresentar os resultados da ação de fiscalização. O evento contou com a presença do Secretário de Desenvolvimento Urbano, Bruno Márcio, e o superintendente de Meio Ambiente, Geraldo Ramires, ambos da Prefeitura de Santa Luzia.

Durante a ação, que mobilizou fiscais da região metropolitana do Crea-Minas, foram verificados a existência de profissional legalmente habilitado pela elaboração dos projetos de obras/reformas assim como o acompanhamento da sua execução, os contratos em serviços de engenharia, os registros de quadro técnico, bem como o registro de empresas/profissionais contratados para os serviços abrangidos pelo Sistema Confea/Crea. A fiscalização do Conselho é focada no exercício profissional da engenharia, agronomia, geologia, geografia e meteorologia, conforme prevê a Lei Federal 5.194/1966.

Depois de terem realizado as visitas, os fiscais verificaram a regularidade dos empreendimentos e obras. Ao final do processo de fiscalização, que inclui as verificações feitas na Inspetoria, é lavrado auto de infração nos casos de irregularidades. Para o inspetor-chefe de Santa Luzia, engenheiro mecânico Amaury Lima de Andrade Junior, um dos principais objetivos da fiscalização foi proteger a sociedade de profissionais não habilitados. “A missão principal do Conselho é resguardar a sociedade do exercício ilegal da profissão. A partir dessa premissa, o Crea realiza de tempos em tempos ações de fiscalização em obras e empreendimentos a fim de verificar a regularidade” afirma, Amaury.

 

O 12º Simpósio Internacional de Ferrocimento e Compósitos Cimentícios Delgados: A Tecnologia na Escala Humana – Ferro12 está sendo realizado pela primeira vez na América do Sul, na sede do Crea-Minas, de 16 a 18 de julho de 2018. O evento internacional, organizado pelo Crea-Minas, Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG), reúne especialistas dos Estados Unidos, Índia, Alemanha, Itália, México, Reino Unido, Cuba, Sérvia e Brasil. Na manhã do segundo dia foram apresentadas duas palestras magnas, além de uma sessão técnica.

O professor emérito do Instituto Superior Politécnico José A. Echeverría (ISPJAE) de Havana, Cuba, Hugo Wainshtok Rivas, apresentou a palestra “Ferrocimento: passado, presente e futuro”. Rivas contou um pouco da história do material e como ele foi introduzido em Cuba para a construção de barcos, piscinas e habitações. O professor destacou que construir uma piscina em Cuba, por exemplo, em ferrocimento, é de três a cinco vezes mais barato que fazê-la em concreto. O professor falou que o futuro do ferrocimento é agora, com uso de polímeros que não oxidam. No entanto, chamou atenção para a diferença de resistência, de elasticidade. “Mas há que se ter cuidado porque há uma deformação maior”, alertou. Sobre a construção de habitações, Rivas explicou que o material é muito utilizado em Cuba. “É possível fazer uma casa por dia utilizando pré-fabricados de ferrocimento”, enfatizou.

A segunda palestra foi proferida pelo professor titular italiano de análise estrutural e projeto, Liberato Ferrara. Ele também é professor visitante da Northwestern University, nos Estados Unidos, e da Universidade de Jiaotong de Beijing, na China. Liberato é responsável por projetos de cooperação científica com vários países pela Politécnica de Milão. Sua palestra tratou do tema: “Compósitos cimentícios avançados: um ganho para a engenharia civil enfrentar os desafios sociais e econômicos do Século XXI”. Liberato destacou a preocupação com a sustentabilidade e as pesquisas que do uso de novos materiais como agregados. “Há pesquisas de uso de pneus, garrafas PET, fibras alimentícias. Sabemos que o concreto tem uma pegada ambiental e novos materiais podem melhorar a durabilidade dos compósitos cimentícios”, afirmou o professor.

Sessão técnica

Depois das palestras magnas houve apresentação de quatro trabalhos na sessão técnica “Análises, projetos e construção”. O primeiro trabalho, de autoria de Margarito Ortiz Guzmán, Valentín J. Morales Dominguez e Rafael Alavéz Ramírez, do Instituto Politécnico do México, foi apresentado pelo engenheiro civil e mestre em construção Margarito. Com o tema “Caracterização mecânicas de um sistema híbrido de paredes para construções em clima temperado”, o trabalho abordou o desenvolvimento tecnológico de componentes construtivos híbridos pré-fabricados de argamassa e solo reforçados para a construção em habitação social. 

Na sequência, Margarito apresentou o trabalho “Avaliação e melhoria hidrotérmica de quatro modelos de sala de aula na cidade de Oaxaca, México, no período de verão”, de autoria do mestrando Bruno Salinas, da Universidade La Salle de Oaxaca, e do professor Rafael Alavéz Ramírez, do Instituto Politécnico Nacional, também de Oaxaca. O experimento consistiu no monitoramento térmico realizado, bem como as estratégias de projeto para quatro modelos de sala de aula com  objetivo de conseguir conforto térmico no período de verão.  

O terceiro trabalho, “Comportamento mecânico e cicatrização autógena de compósitos cimentícios reforçados por filtros naturais contínuos”, foi apresentado pela doutoranda em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Letícia Oliveira de Souza. O trabalho, de autoria dela e dos professores Lourdes Maria Silva de Souza e Flávio de Andrade Silva, também da PUC Rio, investiga o comportamento mecânico de compósitos finos à base de cimento reforçados com fibras naturais unidirecionais de carauá. No experimento, o cimento foi parcialmente substituído por metacaulim, um geopolímero pozolânico, e cinzas volantes, de modo a fornecer uma matriz com baixo teor de CH. Os resultados mostraram que o compósito cimentício reforçado com tecidos de curauá é um material promissor.

Fechando a manhã, a doutoranda em engenharia civil pela PUC Rio, Rebecca Mansur de Castro Silva, apresentou o trabalho de sua autoria em parceria com professor Flávio de Andrade Silva, "Ensaios de tração direta em concretos têxteis com tecido de carbono de malha aberta".  Segundo ela, o uso de Concreto Reforçado Têxtil (TRC) na prática de construção cresceu consideravelmente nos últimos anos. No entanto, a falta de padronização apropriada para métodos experimentais de teste para determinar o comportamento tensível do TRC e as propriedades de interface podem prejudicar o uso deste material. No artigo, Rebecca apresenta uma metodologia para testar TRC com telas de carbono bidirecionais de malha aberta.

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Novos materiais e tecnologias foi o tema da primeira sessão técnica do 12º Simpósio Internacional de Ferrocimento e Compósitos Cimentícios Delgados:  A Tecnologia na Escala Humana – Ferro12, organizado pelo Crea-Minas, Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG). Na tarde do dia 17 de julho de 2018, representantes do Brasil, Alemanha, Sérvia e Estados Unidos apresentaram experiências relativas à incorporação de sistemas inteligentes e de geração de energia, incorporação de outros materiais ao cimento, questões sobre normalização e modelo de negócios.

Inteligência e energia - Andreas Koch apresentou a Integração de sistemas de geração de energia em componentes de construção de concreto armado (TRC) para o envelope do edifício. O trabalho, realizado por Andreas Koch,  coordenador de Maquinário Têxtil, e Thomas Gries, diretor de pesquisa, ambos do Instituto de Tecnologia Têxtil da Universidade de Aachen, Alemanha, abordou as vantagens do concreto reforçado com malha têxtil na produção de elementos de fachadas. O estudo aponta que o próximo passo para o material é a sua integração a sistemas inteligentes e sistemas de geração de energia. A viabilidade desse tipo de integração foi comprovada em testes realizados com indústrias e instituições parceiras.     

Cinza de casca de arroz - O Efeito do fator de volume de fibra incorporado em compósitos à base de cimento com e sem adições minerais foi apresentado pelo professor doutor  Conrado de Souza Rodrigues, do Cefet-MG. O trabalho, que foi desenvolvido em parceria com Felipe Sérgio Bastos Jorge, mestre em engenharia civil, expôs os resultados realizados com a adição de cinza de casca de arroz nos compósitos de cimento voltada para a densificação da Zona de Transição Interfacial. Conrado explicou que a cinza de casca de arroz possui alto teor de sílica amorfa, que confere maior densidade à matriz de cimento e redução de poros. Segundo o pesquisador, esta é uma alternativa viável para reduzir o impacto causado pelo uso do cimento sem que haja perda de performance.

Mais sustentabilidade - Os pesquisadores do Departamento de Engenharia de Materiais e da Construção da UFMG Alessandra Tolentino Souza, Thiago Ferreira Barbosa, Lucas Andrade Riccio e White José dos Santos, professor orientador, fizeram uma Análise da influência da adição de calcário na argamassa estrutural auto-compacta. Incumbida da apresentação dos resultados, Alessandra Souza destacou a contribuição da pesquisa no sentido de buscar alternativas mais sustentáveis e compatíveis com a necessidade de gerar menos emissões de gases de efeito estufa.

Baixo custo - Milenko Milinkovic, engenheiro e empresário sérvio que reside na República Democrática do Congo, contou que iniciou suas experiências com a utilização do ferrocimento na década de 1980. Mestre em engenharia elétrica, ele falou sobre a utilização de Ferrocimento em habitações de baixo custo, apresentando o MC Sistema de Construção Sustentável.  Com o sistema desenvolvido e patenteado por Milinkovic, é possível economizar pelo menos 20% em comparação a edificações com a mesma eficiência energética. Outros números favoráveis são o de manutenção e operação, que chegam a ficar 50% menores com a tecnologia, e a agilidade na construção, cujo tempo de entrega é 200% mais rápido.

Resistência e tração - Ângela Silveira Santos, graduanda em Engenharia Civil pelo Cefet-MG, apresentou estudo sobre Avaliação da influência da relação água / cimento na resistência do concreto armado com resíduo metálico. O trabalho foi orientado por Ana Cecília Estevão e co-orientado por Felipe Sérgio Bastos Jorge, com participação dos estudantes João Paulo Barbosa Chaves e Bruna Gomes Penha dos Santos. A pesquisa avaliou a incorporação de resíduos metálicos na matriz de concreto, a fim de aumentar a tenacidade do compósito. Os resultados apontaram para pequenos ganhos na resistência à tração do concreto e perdas na resistência à compressão.

Padrões e inovação - O engenheiro de estrutura Antonio Nanni, professor coordenador do Departamento de Engenharia Civil, Arquitetura e Meio Ambiente da Universidade de Miami falou sobre a Implementação de novas tecnologias para reparos – componentes SRG (steel reinforced grout). Nani destacou o papel da padronização, códigos e diretrizes para o desenvolvimento de novas tecnologias. “Na indústria da construção, os padrões estão em tudo, códigos para projetos, especificação de materiais e métodos construtivos, protocolos de inspeção e procedimentos de teste”, reforçou. Segundo o engenheiro, é importante que os profissionais estejam ao mesmo tempo atentos aos padrões e abertos às inovações.

 

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