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As chuvas intensas que caíram no mês de março em Belo Horizonte provocaram estragos nos asfaltos de ruas e avenidas da cidade. Em vários pontos, a infiltração da água abriu buracos e crateras. O problema se agravou na BR-356, na ligação com a avenida Nossa Senhora do Carmo, região Centro-Sul da capital mineira, onde ocorreu um afundamento na via com risco de queda do muro de contenção.

Para discutir a situação das obras estruturais e emergenciais de engenharia em Belo Horizonte, o vice-prefeito, engenheiro eletricista Paulo Lamac, reuniu-se com o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lucio Borges, no dia 05 de abril de 2018, na sede do Conselho. “Esse diálogo com o Crea é fundamental para que nós possamos ter um planejamento conjunto no desenvolvimento do município. Nossa intenção é que a cidade volte a ter um crescimento econômico e a participação da engenharia nisso é indispensável”, ressaltou Paulo Lamac.

Os gargalos que o município enfrenta em viabilizar os projetos de engenharia, especialmente em relação ao planejamento foram pontos centrais da pauta. “Queremos manter um diálogo aberto com a administração municipal porque acreditamos que a engenharia pode contribuir para encontrar o melhor caminho para resolver as questões relativas a projetos e obras”, afirmou Lucio Borges.

 

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Ouça em www.radiocreaminas.com.br ou leia o texto na íntegra:

Os técnicos agrícolas e industriais terão novos conselhos de representação. A Lei 13.639/2018 que cria o Conselho Federal dos Técnicos Industriais e o Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas e os respectivos conselhos regionais foi sancionado pelo presidente Michel Temer no dia 26 de março. Assim, está em vigor e é válida, porém não possui ainda total eficácia.  O Confea e os Crea deverão, no prazo de noventa dias, entregar o cadastro de profissionais de nível técnico. Além disso, os novos conselhos deverão escriturar separadamente os dados e os numerários referentes a cada ente federativo e retê-los até que o respectivo conselho regional seja de fato instituído. O diretor de Relações Institucionais do Crea-Minas, engenheiro civil Pedrinho da Mata, lamenta a desvinculação das profissões, porque o Conselho valoriza esses profissionais. O Crea de Minas foi o primeiro a regulamentar a participação dos técnicos de nível médio no plenário da Casa, em março de 1991. Também aprovou a participação de um técnico por Câmara Especializada e, em 1992, tomaram posse, pela primeira vez na história do Sistema, técnicos indicados por suas entidades. 

Pedrinho da Mata:  Lamentamos que estão em outro conselho, poderiam estar conosco junto do Sistema Confea/Crea. Mas de maneira alguma vamos deixar que isso seja impedimento ou questão de disputa entre o profissional graduado como engenheiro e o técnico de nível médio.

A sanção presidencial prevê ainda que a Confederação Nacional das Profissões Liberais, em articulação com as federações, os sindicatos e as associações dos profissionais ténicos, coordenará o primeiro processo eleitoral para a criação dos conselhos federais, devendo a eleição e a posse ocorrer no prazo máximo de seis meses. A eleição dos primeiros conselheiros regionais será organizada pela Diretoria Executiva de cada conselho regional.Os regimentos internos deverão ser elaborados no prazo de 180 dias, contado da data de posse de seus conselheiros.

Pedrinho da Mata:  Nosso objetivo principal é valorizar o profissional e defender a sociedade. Não interessa para nós o Conselho em si, mas o profissional que é capacitado. Então, os técnicos estarão em outro conselho, mas serão profissionais. Estaremos ao lado dele. Mesmo porque profissionais nossos, da área de Engenharia, trabalham ao lado dos técnicos. E terão de continuar trabalhando. Então vamos manter este diálogo aberto, criando todas as oportunidades possíveis.

Os dois conselhos vão abrigar os profissionais de nível médio da área tecnológica. O Conselho dos Técnicos Industriais vai abarcar as carreiras de nível médio de atuação no meio urbano, como técnico em eletrônica, por exemplo. Já o Conselho dos Técnicos Agrícolas se estenderá a profissionais com trabalho no campo, como o florestal. Mas,  vale ressaltar, os técnicos somente poderão ser considerados apartados do Sistema Confea/Crea, no momento em que as obrigações e etapas forem vencidas. Até lá, estão sujeitos às Leis 5.194, de 1966 e 6.496, de 1977 e às Resoluções do Confea.

O trecho da BR-356, na ligação com a avenida Nossa Senhora do Carmo, altura do trevo do bairro Belvedere, região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi parcialmente interditado no dia 14 de março de 2018. Técnicos da Defesa Civil identificaram um afundamento na via com risco de queda do muro de contenção. Uma semana depois, as obras no muro de contenção foram iniciadas. 

“As intervenções estão sendo feitas por excelentes profissionais. Temos no nosso estado empresas sólidas e qualificadas e engenheiros altamente competentes para prontamente atender e solucionar muitos problemas que podem ocorrer em obras de engenharia”, atesta o engenheiro Humberto Falcão, superintendente de Atendimento e Fiscalização do Crea-Minas. Também participaram da visita técnica para conhecer as soluções tecnológicas para o local, o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lucio Borges; o superintendente de Relações Institucionais, engenheiro civil e de segurança do trabalho Marcos Gervásio; os fiscais Rogério Corradi e José Ribamar; o engenheiro de minas João Hilário de Souza e o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), engenheiro civil Clemenceau Chiabi. 

Soluções - Inicialmente estão sendo instalados 300 tirantes de aço para fixar completamente o muro. Os tirantes são estruturas compostas de uma barra cilíndrica de aço para prender muros. Já foram instalados seis tirantes especiais, capazes de suportar 85 toneladas cada um deles. A intervenção garantiu a estabilização de um painel que estava em situação mais instável e com risco de colapso da estrutura.

Com a finalidade de avaliar o comportamento da estrutura, um aparelho tecnológico monitora, em tempo real, o muro de contenção da rodovia. O monitoramento é feito pelo Radar de Estabilidade de Taludes. Ele possui uma câmera fotográfica que registra as imagens do paredão e envia  para o computador as informações coletadas 24 horas por dia sobre a situação da estrutura de contenção chamada tecnicamente de cortina atirantada. O radar permite aos engenheiros ter conhecimento de qualquer movimentação da estrutura, com precisão de 0,1 milímetro e inclusive, caso necessário, realizar o fechamento da rodovia a partir da emissão de um alerta sonoro. Com os dados gerados e enviados para o sistema de controle, uma equipe de profissionais da área tecnológica pode escolher pontos para monitorar e ter a definição se há movimentação na estrutura. 

Quando o trabalho de contenção do muro estiver totalmente concluído, a próxima etapa será fazer um nivelamento do asfalto, já que ocorreu o afundamento de uma das pistas da BR-356 em direção ao Rio de Janeiro.