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É estável e seguro o muro de arrimo às margens da BR-356, próximo ao trevo do Belvedere, em Belo Horizonte. O trecho foi parcialmente interditado no dia 14 de março. Técnicos da Defesa Civil identificaram um afundamento na via com risco de queda do muro. Uma semana depois, as obras foram iniciadas. A intervenção garantiu a estabilização de um painel que estava em situação mais instável e com risco de colapso da estrutura. Um aparelho tecnológico avalia, em tempo real, o muro de contenção da rodovia. O monitoramento é feito pelo Radar de Estabilidade de Taludes. Ele possui uma câmera fotográfica que registra as imagens do paredão e envia  para o computador as informações coletadas 24 horas por dia sobre a situação. O radar permite aos engenheiros ter conhecimento de qualquer movimentação, com precisão de 0,1 milímetro. E, caso necessário, realizar o fechamento da rodovia a partir da emissão de um alerta sonoro. O componente é chamado de cortina atirantada. Quem explica é diretor-geral do DEER, Davidsson Canesso de Oliveira

Davidsson Canesso de Oliveira: Esse monitoramento indica sinais para gente de situação da cortina. Um sinal amarelo, para avaliar qualquer tipo de questão. E um sinal vermelho que indicaria um problema mais sério. Até agora está tranquilo, sem problema. E agora é partir para o processo definitivo de travamento de todo muro. O objetivo nosso aqui, essencial e principal: assegurar a segurança da população. Dentro da maior segurança, técnica e no menor prazo. 

O prazo máximo de entrega da obra, segundo técnicos do DEER, é de cinco meses Quando o trabalho de contenção do muro estiver totalmente concluído, a próxima etapa será fazer um nivelamento do asfalto, já que ocorreu o afundamento de uma das pistas da BR-356 em direção ao Rio de Janeiro. O secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais, Murilo Valadares também reforçou que as melhores técnicas estão sendo aplicadas, e que a estrutura é estável e não impõe riscos à segurança dos moradores que ainda vivem próximo ao local, aos operários da obra e também aos motoristas que transitam pelo trecho.

Murilo Valadares: A Engenharia está aqui. Do DEER, do estado, da empreiteira para resolver. E não vai ter nenhum problema, se Deus quiser. Com o trabalho que nós temos feito, nós vamos dar tranquilidade para a população. Qualquer problema a gente avisa. Mas hoje, pelo monitoramento, o muro de arrimo está estável.

O Crea-Minas acompanha a evolução das obras. Logo no início da intervenção, a diretoria do Conselho realizou visita técnica para conhecer as soluções tecnológicas para o local. Estiveram na BR o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lucio Borges; e o superintendente de Relações Institucionais, engenheiro civil e de segurança do trabalho Marcos Gervásio; além dos fiscais Rogério Corradi e José Ribamar, o engenheiro de minas João Hilário de Souza e o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais, engenheiro civil Clemenceau Chiabi.