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Os técnicos agrícolas e industriais terão novos conselhos de representação. A Lei 13.639/2018 que cria o Conselho Federal dos Técnicos Industriais e o Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas e os respectivos conselhos regionais foi sancionado pelo presidente Michel Temer no dia 26 de março. Assim, está em vigor e é válida, porém não possui ainda total eficácia.  O Confea e os Crea deverão, no prazo de noventa dias, entregar o cadastro de profissionais de nível técnico. Além disso, os novos conselhos deverão escriturar separadamente os dados e os numerários referentes a cada ente federativo e retê-los até que o respectivo conselho regional seja de fato instituído. O diretor de Relações Institucionais do Crea-Minas, engenheiro civil Pedrinho da Mata, lamenta a desvinculação das profissões, porque o Conselho valoriza esses profissionais. O Crea de Minas foi o primeiro a regulamentar a participação dos técnicos de nível médio no plenário da Casa, em março de 1991. Também aprovou a participação de um técnico por Câmara Especializada e, em 1992, tomaram posse, pela primeira vez na história do Sistema, técnicos indicados por suas entidades. 

Pedrinho da Mata:  Lamentamos que estão em outro conselho, poderiam estar conosco junto do Sistema Confea/Crea. Mas de maneira alguma vamos deixar que isso seja impedimento ou questão de disputa entre o profissional graduado como engenheiro e o técnico de nível médio.

A sanção presidencial prevê ainda que a Confederação Nacional das Profissões Liberais, em articulação com as federações, os sindicatos e as associações dos profissionais ténicos, coordenará o primeiro processo eleitoral para a criação dos conselhos federais, devendo a eleição e a posse ocorrer no prazo máximo de seis meses. A eleição dos primeiros conselheiros regionais será organizada pela Diretoria Executiva de cada conselho regional.Os regimentos internos deverão ser elaborados no prazo de 180 dias, contado da data de posse de seus conselheiros.

Pedrinho da Mata:  Nosso objetivo principal é valorizar o profissional e defender a sociedade. Não interessa para nós o Conselho em si, mas o profissional que é capacitado. Então, os técnicos estarão em outro conselho, mas serão profissionais. Estaremos ao lado dele. Mesmo porque profissionais nossos, da área de Engenharia, trabalham ao lado dos técnicos. E terão de continuar trabalhando. Então vamos manter este diálogo aberto, criando todas as oportunidades possíveis.

Os dois conselhos vão abrigar os profissionais de nível médio da área tecnológica. O Conselho dos Técnicos Industriais vai abarcar as carreiras de nível médio de atuação no meio urbano, como técnico em eletrônica, por exemplo. Já o Conselho dos Técnicos Agrícolas se estenderá a profissionais com trabalho no campo, como o florestal. Mas,  vale ressaltar, os técnicos somente poderão ser considerados apartados do Sistema Confea/Crea, no momento em que as obrigações e etapas forem vencidas. Até lá, estão sujeitos às Leis 5.194, de 1966 e 6.496, de 1977 e às Resoluções do Confea.