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O trecho da BR-356, na ligação com a avenida Nossa Senhora do Carmo, altura do trevo do bairro Belvedere, região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi parcialmente interditado no dia 14 de março de 2018. Técnicos da Defesa Civil identificaram um afundamento na via com risco de queda do muro de contenção. Uma semana depois, as obras no muro de contenção foram iniciadas. 

“As intervenções estão sendo feitas por excelentes profissionais. Temos no nosso estado empresas sólidas e qualificadas e engenheiros altamente competentes para prontamente atender e solucionar muitos problemas que podem ocorrer em obras de engenharia”, atesta o engenheiro Humberto Falcão, superintendente de Atendimento e Fiscalização do Crea-Minas. Também participaram da visita técnica para conhecer as soluções tecnológicas para o local, o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Lucio Borges; o superintendente de Relações Institucionais, engenheiro civil e de segurança do trabalho Marcos Gervásio; os fiscais Rogério Corradi e José Ribamar; o engenheiro de minas João Hilário de Souza e o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), engenheiro civil Clemenceau Chiabi. 

Soluções - Inicialmente estão sendo instalados 300 tirantes de aço para fixar completamente o muro. Os tirantes são estruturas compostas de uma barra cilíndrica de aço para prender muros. Já foram instalados seis tirantes especiais, capazes de suportar 85 toneladas cada um deles. A intervenção garantiu a estabilização de um painel que estava em situação mais instável e com risco de colapso da estrutura.

Com a finalidade de avaliar o comportamento da estrutura, um aparelho tecnológico monitora, em tempo real, o muro de contenção da rodovia. O monitoramento é feito pelo Radar de Estabilidade de Taludes. Ele possui uma câmera fotográfica que registra as imagens do paredão e envia  para o computador as informações coletadas 24 horas por dia sobre a situação da estrutura de contenção chamada tecnicamente de cortina atirantada. O radar permite aos engenheiros ter conhecimento de qualquer movimentação da estrutura, com precisão de 0,1 milímetro e inclusive, caso necessário, realizar o fechamento da rodovia a partir da emissão de um alerta sonoro. Com os dados gerados e enviados para o sistema de controle, uma equipe de profissionais da área tecnológica pode escolher pontos para monitorar e ter a definição se há movimentação na estrutura. 

Quando o trabalho de contenção do muro estiver totalmente concluído, a próxima etapa será fazer um nivelamento do asfalto, já que ocorreu o afundamento de uma das pistas da BR-356 em direção ao Rio de Janeiro.