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O Crea-Minas publicou nesta quarta-feira, dia 21 de março, carta contra a privatização da Eletrobras. O texto, assinado pelo presidente do Conselho, engenheiro civil Lucio Borges, referenda posição do plenário da casa. Ele representa os profissionais da área tecnológica, que se posicionaram contrários à privatização da Eletrobras e suas subsidiárias, como Furnas. O Palácio do Planalto defende a venda para incrementar em mais de 12 bilhões de reais o caixa do Tesouro Nacional, ainda em 2018. A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para analisar o projeto de lei. O relatório final deverá ser apresentado em abril.

Na carta, Borges lembra que a Eletrobras tem patrimônio de 350 bilhões de reais. E é a maior geradora e transmissora de energia elétrica do país, com parque gerador de 47 GW de energia. Capacidade instalada que responde por 31% do volume de energia. São 47 usinas hidrelétricas, 114 termoelétricas, duas termonucleares, como Angra dos Reis, e 69 parques eólicos. A estatal também é detentora de tecnologia de ultra-alta tensão, com o único laboratório de testes do gênero no continente americano.

A carta destaca ainda que o setor elétrico é estratégico para o desenvolvimento do país. É, portanto, uma questão de soberania nacional. Ignorar este fato, alerta a carta, é causar um efeito dominó, com o sucateamento do setor industrial, econômico e social. O texto questiona também a justificativa do governo federal, de que a privatização promoveria a redução das tarifas pagas pelo consumidor. Pelo contrário, tanto que a Aneel, agência reguladora do sistema elétrico brasileiro, se posicionou contra a medida, alertando exatamente sobre o aumento das taxas e dos riscos à segurança energética.

Ao final, a carta clama ao governo federal que se posicione em defesa do setor elétrico e contra contra a privatização da Eletrobras. Leia a carta na íntegra:

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