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Para ajudar no combate à pandemia da covid-19, pessoas de todo o mundo estão compartilhando projetos e ideias para o enfrentamento da doença. Os grupos makers – que utilizam equipamentos de fabricação digital e são adeptos do movimento faça-você-mesmo – são um dos exemplos dessa colaboração. Por meio de sites repositórios, eles disponibilizam modelos (face shields, máscaras, entre outros) para serem baixados e produzidos em impressoras 3D. Esse é o foco da pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), de Uberaba, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do estado de São Paulo.

O professor do departamento de engenharia de produção da UFTM, Renato Luvizoto, explica que a pesquisa tem como objetivo compreender como esses modelos de equipamentos ou dispositivos são compartilhados e utilizados. Segundo Renato, há uma diversidade de opções. “De forma geral, qualquer modelo pode ser escolhido e impresso. A impressão 3D possibilita essa facilidade, essa possibilidade de experimentação”, conta.

A pesquisa pretende auxiliar justamente nessa seleção ao estabelecer parâmetros para a escolha de um repositório e um modelo 3D. Dentre as boas práticas, estão verificar se o repositório possui vínculo com instituição que ateste a efetividade dos modelos postados; se disponibiliza as informações detalhadas e padronizadas acerca dos parâmetros de impressão, especialmente materiais utilizados; e ainda a quantidade de downloads, de impressões e comentários de usuários. 

 Para o reitor da UFTM, membro do Colégio Estadual de Instituições de Ensino (CIE) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), professor Luiz Fernando Resende dos Santos Anjo, iniciativas como esta têm uma grande importância social. “A universidade pública tem mostrado cada vez de forma mais clara seu papel nas ações de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida da comunidade”, disse o reitor.

 O resultado final do estudo, que também é coordenado pelo professor Daniel Braatz (UFSCar), e conta com a participação dos estudantes de engenharia de produção Esdras Paravizo e Larissa Oliveira, da universidade paulista, será apresentado no Encontro Nacional de Engenharia de Produção (Enegep), em outubro deste ano, realizado online. “Situações de emergência como esta pandemia demanda respostas rápidas e efetivas. Os grupos makers, nesse sentido, podem contribuir muito. A nossa pesquisa vai dar subsídios para que essa escolha seja a mais segura possível”, afirma Renato.

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