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Cerca de 200 obras em Contagem serão fiscalizadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) até o fim desta semana. A blitz, iniciada ontem, 09 de março de 2020, conta com uma equipe formada por 12 fiscais. A fiscalização também vai passar por Esmeraldas e Ribeirão das Neves. O objetivo é reforçar as ações de rotina que já são realizadas pela Inspetoria de Contagem.

Durante a blitz, os fiscais verificam a presença de profissionais habilitados e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) dos serviços de engenharia, agronomia e geociências. Segundo o supervisor da Região Metropolitana do Crea-MG, engenheiro eletrônico e de telecomunicação Marcelo Ventura, a cidade de Contagem representa um importante papel no estado quando se trata de infraestrutura, de crescimento e desenvolvimento industrial. “Por ser nossa segunda maior Inspetoria da Região Metropolitana, essa blitz vai contar com um maior número de fiscais a fim de garantir a presença do profissional da engenharia nas diversas atividades que envolvem a construção e reforma de uma edificação”, afirma o supervisor.

As blitze se caracterizam por serem concentradas, em local e duração, e mais ágeis, por contarem com um maior número de fiscais. O gerente de Fiscalização, engenheiro eletricista Nicolau Neder, explica que a adoção desse modelo, implantado já há dois anos, potencializa as fiscalizações do Conselho. “As blitze mostram resultados extremamente eficazes na identificação de irregularidades, o que nos possibilita atuar para evitar que atividades da engenharia, da agronomia e das geociências sejam executadas por uma pessoa inabilitada, causando risco à sociedade”, afirma o gerente.

 

Balanço

Na última blitz em Contagem, realizada em fevereiro do ano passado, foram verificados 200 empreendimentos na cidade e expedidos 105 autos de infração. Em 2019, o Crea-MG realizou 76 blitze em todas as regiões do estado, fiscalizando obras, empresas, contratos, quadro técnico e crédito rural. As principais irregularidades encontradas foram a falta de profissionais legalmente habilitados na execução de serviço de engenharia e a ausência de registro de empresa. A fiscalização do Conselho é focada no exercício e atividade profissional da engenharia, agronomia, geologia, geografia e meteorologia, conforme prevê a Lei Federal 5.194/1966.