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Redução de custos e serviços de qualidade direcionam atuação do Crea-Minas

Austeridade tem sido uma marca do Crea-Minas neste ano. Além do cenário de retração econômica do país, que afeta diretamente as áreas de engenharia, agronomia e geociências, outros fatores fizeram com que o controle de gastos fosse mais rigoroso para garantir o equilíbrio financeiro do Conselho.

O ano começou com despesas não previstas, provenientes de compromissos assumidos em 2017. Os restos a pagar, ou seja, as despesas empenhadas no exercício 2017 e cujos pagamentos não haviam sido realizados até 31 de dezembro daquele ano; a recomposição da Conta de Recursos do CAU; as despesas relativas a serviços de informática e as transferências de recursos referentes ao Chamamento Público 2017 resultaram em um desembolso de R$ 9.927.144,64.

Ainda no primeiro trimestre, em março, foi sancionada a lei que instituiu os conselhos dos técnicos agrícolas e industriais. A migração dos técnicos para conselhos próprios deve ocasionar, com base nos dados de 2017, um impacto de mais de R$ 11 milhões, o que representa uma queda de 13% na receita do Crea-Minas para 2019. Este ano, com a saída dos técnicos industriais, o Crea repassou ao novo conselho o montante de aproximadamente R$ 2 milhões, segundo determinação do Confea.

Para que o Crea-Minas não terminasse o ano no vermelho e garantisse o equilíbrio das contas mesmo após a redução da arrecadação, causada tanto pela saída dos técnicos quanto pelo reflexo da economia, foram necessários cortes e reduções de despesas.

Em obras, por exemplo, o Conselho havia previsto quase R$ 7 milhões de reais, na primeira versão do orçamento para 2018. Entretanto, o cenário econômico demandou uma revisão de quando realizar o investimento. Na análise do Crea-Minas, não é um bom momento para imobilizar capital, porque o ganho em aplicações financeiras tem sido bem maior do que o custo com os alugueis. Foram priorizadas obras que estavam em etapas cujo prejuízo com a paralisação seria maior e o investimento, até setembro, foi de R$ 1.755.444,46.

Outra ação foi o Programa de Demissão Voluntária (PDV), com o objetivo de adequar o quadro funcional do Conselho à realidade financeira e aos princípios de eficiência e economicidade da administração pública. O custo do PDV gira em torno de R$ 8 milhões, entretanto, em 14,85 meses, a economia gerada por ele vai cobrir a despesa realizada e, a partir daí, a economia com pessoal será de aproximadamente R$ 500 mil por mês.

O desafio lançado pelo presidente do Crea-Minas, engenheiro Lucio Borges, era o de desenvolver alternativas que fossem sustentáveis, tanto do ponto de vista técnico, quanto do ponto de vista econômico. Conselheiros, inspetores, entidades e funcionários assumiram esse compromisso e, com essa união, o Conselho tem atingido o objetivo de fazer mais com menos.

Resultado positivo

A preocupação central do Conselho tem sido em garantir que os serviços sejam prestados com qualidade. Embora o dia a dia tenha sido impactado tanto financeiramente quanto em termos de recursos humanos, já que muitos quadros se desligaram com o PDV, o Crea conseguiu se adaptar à nova realidade. As atividades de rotina passaram por uma reestruturação e o saldo tem sido positivo.

O Crea-Minas tem investido na fiscalização, com a adoção de metodologias inovadoras e mais inteligentes, além da celebração de convênios com órgãos e instituições públicas, o que contribui para ampliar o alcance das ações. A troca de experiências com outros Creas também tem trazido contribuições positivas para a rotina do Regional de Minas.

É através da fiscalização que o Crea-Minas cumpre sua função de proteger a sociedade, garantindo a presença de profissionais legalmente habilitados à frente de empreendimentos da área tecnológica com todos os projetos e estudos necessários para acompanhar a execução da obra ou serviço. O resultado das ações é bom para todos: para os profissionais, há uma ampliação do mercado de trabalho e, para a sociedade, a garantia de que as obras e serviços serão executados com qualidade e segurança.

A vez do interior

Desde abril, tanto a Fiscalização quanto o Atendimento trabalham com uma nova dinâmica. Para intensificar a descentralização, cada região conta com um supervisor responsável pela gestão do planejamento, do controle, da fiscalização e da qualidade do atendimento. O objetivo dessa mudança é facilitar a vida dos profissionais, de modo que eles consigam resolver suas demandas nas regiões onde moram e, assim, evitar longos deslocamentos, o que, além de oneroso, demanda tempo.

Esse esforço para a descentralização das ações do Conselho tem refletido na dinâmica das reuniões com as inspetorias. Nos anos anteriores, os inspetores se deslocavam e se reuniram na sede do Crea-Minas, em Belo Horizonte. Agora, as reuniões são realizadas em cada inspetoria, diminuindo o custo de deslocamento e, ao mesmo tempo, possibilitando a participação dos profissionais da cidade e da região.

Para o Crea, esses encontros são uma oportunidade de o Conselho apresentar suas ações e prestar contas sobre suas atividades. Para os profissionais, é um espaço para expor dúvidas, obter informações e fazer críticas e sugestões para aprimorar as ações do Crea-Minas.

Mais próximo
Project Image

O Crea-Minas inaugurou dois novos escritórios de representação: um em Ibirité e outro em Três Corações.

Diálogo

Esses espaços para dialogar com os públicos do Conselho não se restringem às reuniões no interior e nem às atividades realizadas na sede do Crea-Minas. O empenho em conversar e se aproximar dos inspetores, das entidades, das instituições de ensino, das empresas, dos profissionais, dos estudantes e da sociedade tem sido constante.

Ritmo intenso
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reuniões de trabalho e eventos foram realizados nas inspetorias

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reuniões contaram com a participação do presidente Lucio Borges


Até setembro, em parceria com as instituições de ensino, haviam sido realizadas 33 palestras, que apresentaram o Sistema Confea/Crea, abordando o Código de Ética, o exercício profissional, dentre outros temas relevantes para os estudantes que participam dos eventos.

Outros diálogos, mais técnicos, têm sido realizados entre o Crea-Minas e as instituições de ensino sobre a grade curricular dos cursos e as atribuições profissionais. E, com o intuito de se posicionar ativamente na formulação, implantação e controle das políticas públicas que tenham interface com a engenharia, a agronomia e a área tecnológica, o Crea-Minas participa, através de seus representantes institucionais, de 245 fóruns entre conselhos municipais, comitês de bacias e outros.

As parcerias com as entidades de classe foram intensificadas. O fortalecimento das entidades é considerado estratégico pelo Crea-Minas. Por isso, tem sido desenvolvidas ações para impulsioná-las como fontes de conhecimento e de informação, para que sejam referências em requalificação profissional. Na sede do Conselho, foram realizados mais de 70 cursos, palestras, seminários e outras formas de qualificação profissional. O espaço para os eventos foi cedido pelo Crea-Minas, conforme definido pela Portaria 59/2018. Além disso, foi realizado um Chamamento Público que teve 24 projetos de 19 entidades aprovados e que atendem ao objetivo de incentivar o aperfeiçoamento profissional, o fortalecimento das ações de fiscalização, a divulgação do Código de Ética e da legislação da área, e a conscientização sobre a importância do registro profissional, da ART e do acervo técnico.


Chamamento Público

2017 2018
Projetos aprovados 41 24
Entidades contempladas 34 19
Repasse financeiro R$ 333.530,00 R$ 1.580.196,62*

* Em 2018, o Crea-Minas repassou R$ 1.398.391,62 para os projetos que haviam sido aprovados em 2017 e ainda não haviam recebido o recurso. Para os projetos aprovados em agosto de 2018, foram repassados R$ 181.805,00, até agora.

Chamamento público 001/2018 • Confira os projetos e valores aprovados..